Corinthians e seu negócio da China

Amigos sofredores,


Nesta altura do campeonato todos vocês já devem ter lido que o Corinthians contratou Zhizhao. Quem? Zizou? Não. Apesar de o craque francês estar em melhor forma que Adriano, não foi desta vez que ele veio jogar no Brasil. Trata-se de Chen Zhizhao, jogador chinês de 23 anos que não está aqui para jogar futebol, mas sim para abrir as portas do mercado oriental para o Corinthians. Se o objetivo disso é mesmo ver os bilhões de chineses andando por aí com a camisa alvinegra, sinto dizer que não dará certo.

Chen Zhizhao nasceu no dia 14 de março de 1988 e começou a jogar nas categorias de base do Shanghai Shenhua, para depois transferir-se para o Citizen, onde jogou de 2007 até 2009. Após esse período, foi para o Nanchang Hungyuan, seu time atual, que emprestou-o para jogar no Corinthians em 2012. É um atacante que joga pelos lados do campo e, segundo o gerente de futebol corinthiano Edu Gaspar, está acima da média chinesa.

Não estou aqui para discutir a qualidade de Zhizhao como jogador de futebol, até porque nunca o vi jogar (YouTube não conta, lá até o Defederico é craque). Mas convenhamos que não precisa ser nenhum fora de série para estar acima da média do futebol chinês, país que disputou apenas uma Copa do Mundo, em 2002, e tomou de 4x0 de um Brasil em ritmo de treino na ocasião. Assim sendo, acredito que Zhizhao não vem para acrescentar em nada o ataque do Corinthians, que já conta com Liedson, Willian, Emerson Sheik, Adriano, Jorge Henrique, Élton, Gilsinho e Bill. Ok, os dois últimos também não são muito bons, mas isso fica para outro post. O fato é que, com tantos atletas da mesma posição, dificilmente Zhizhao terá muitas oportunidades no time titular durante o ano.
Chen Zhizhao com o agasalho do Nanchang

Agora resta a sua utilidade como jogada de marketing visando a expansão da marca Corinthians no mercado chinês. Trazer um jogador com esse objetivo é uma ideia interessante, mas é uma aposta e, por isso, teria maior chance de dar certo se fosse feita com um grande ídolo que joga num tradicional clube. Infelizmente, não é esse o caso.

O Nanchang Hungyuan é um time que, apesar de jogar a Chinese Super League, é muito recente, já que foi fundado em 2004. Além disso, os últimos anos não foram competitivos, já que em 2010 a equipe terminou a primeira divisão em 13º e em 2011 em 14º. Detalhe: a Chinese Super League é formada por apenas 16 times com dois deles sendo rebaixados, ou seja, por uma posição o Nanchang não foi para a segunda divisão. Os números mostram o quão ruim foi a campanha: 30 jogos, 8 vitórias, 5 empates e 17 derrotas, tendo marcado apenas 20 gols e sofrido 41. Pior: em função de problemas que teve com a diretoria do clube, Chen Zhizhao não foi aproveitado na equipe titular durante o ano inteiro, ao contrário de 2010.

Além disso, ao ser perguntada sobre o jogador, a própria população chinesa o desconhecia completamente! O que levou o competente corpo de marketing do Corinthians a acreditar que um jogador desconhecido vindo de um clube secundário da China e que não participa de um jogo oficial há muito tempo seria de grande valia para expandir o nome do Corinthians no mercado asiático? Como eu disse anteriormente, a ideia é interessante, mas então que venha o Neymar chinês e não o Joãozinho.

Enfim, concordo que é cedo para chamar essa ação de fracasso, mas há de se convir que ela tem tudo para ser. Se for mesmo, que o Corinthians aprenda com esse erro e saiba tirar o que ele tem de melhor. Se der certo, parabéns ao marketing do clube, que mais uma vez surpreendeu o Brasil com uma ação extremamente inovadora.


Um abraço a todos!
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Henry, o maior dos Gunners

Amigos sofredores,


O maior jogador da história do Arsenal está de volta. E com gol! Thierry Henry brilhou em sua "estreia" pelos Gunners ao marcar o único tento do jogo e garantir a vitória da equipe contra o Leeds pela FA Cup. O retorno, mesmo que breve - assinou um contrato de empréstimo de 2 meses junto ao New York Red Bulls - não representa apenas a contratação de um grandíssimo e experiente jogador, mas também um motivo de delírio da fanática torcida por ver a camisa vermelha ser vestida novamente pelo craque de um time que na temporada 2003/2004 não foi derrotado por ninguém.

Thierry Daniel Henry nasceu em 17 de agosto de 1977 na pequena cidade de Les Ulis, cerca de 30km a sudoeste de Paris. Quando criança, chamou atenção de todos pela sua qualidade inquestionável como jogador de futebol até que, aos 13 anos, foi jogar nas categorias de base do Monaco, onde ficou até 1998. Aliás, esse foi um ano extremamente marcante para Henry: recebeu sua primeira convocação para a seleção francesa; foi campeão do mundo pelos Bleus, sendo titular em seis das sete partidas na Copa do Mundo; e foi contratado pela Juventus, onde jogou apenas 16 partidas antes de ser vendido, em 1999, para o Arsenal, time onde faria história. Em 2007 transferiu-se para o Barcelona, onde ganhou importantes campeonatos e, em 2010, foi jogar a Major League Soccer pelo New York Red Bulls.

O desempenho de Henry pelos Gunners foi fora do normal. As oito temporadas em que o atacante esteve no elenco foram as mais vitoriosas da história do clube, com 11 títulos conquistados, além do vice campeonato da Champions League. Durante essa primeira passagem, ele se tornou o maior artilheiro da história do clube, com 226 gols em 370 jogos, tendo uma boa média de 0,61 gol por jogo. Dentro de campo, além de craque e artilheiro, Thierry era um líder. Conhecia como poucos os atalhos de Highbury e transmitia muita confiança para todos os seus companheiros. Sabe aquela sensação "posso tocar pra ele a hora que eu quiser que ele resolve"? Pois é. Esse era Thierry Henry no Arsenal. Não à toa foi conquistando a função de capitão da equipe com o passar dos anos. Mas não são apenas esses fatos que o credenciam como grande craque da história do time.

Na temporada 2003/2004, o clube conquistou algo praticamente inimaginável: venceu a Premier League de maneira invicta, com 26 vitórias e 12 empates. O time histórico tinha a seguinte escalação: Lehmann; Lauren, Campbell, Kolo Touré e Ashley Cole; Gilberto Silva, Patrick Vieira, Pires e Ljungberg; Bergkamp e Henry. O atual camisa 12 foi o melhor jogador dos Gunners no campeonato, além de ter sido artilheiro da competição com notórios 30 gols. As brilhantes atuações que Henry teve durante essa temporada foram fundamentais para manter o time jogando o melhor do futebol. Impossível esquecer seu hat-trick na virada por 4x2 contra o fortíssimo Liverpool, no Highbury. A taça foi confirmada após empate em 2x2 contra seu maior rival, o Tottenham, em pleno White Hart Lane.

Momento mais comum de Henry no Arsenal  

Aliás, esse jogo contra o Liverpool foi o grande jogo do Arsenal no campeonato por diferentes aspectos. A equipe tinha acabado de ser eliminada da FA Cup e da Champions League e, por isso, havia muita desconfiança nos lados de Highbury. O Arsenal tinha que provar que não era um cavalo paraguaio e seguiria firme e forte na disputa da Premier League. Entretanto, o jogo não começou bem para os Gunners: logo no início, Samy Hyypia abriu o placar para os Reds. Thierry Henry empatou, mas ainda no primeiro tempo, Michael Owen deixou novamente o Liverpool na frente. Intervalo de jogo: 2x1 para os visitantes e um Arsenal tenso vai ao vestiário ouvir o que o treinador Arsene Wenger tinha a dizer. Na volta para a segunda etapa, um time renovado, forte e que não perdoava: Pires prontamente empatou a partida e deixou o Arsenal mais vivo do que nunca. O terceiro tento foi uma pintura. Henry ignorou a presença de diversos adversários, entrou driblando na área e deu apenas um tapa na bola com a chapa do pé direito: 3x2 e o Highbury explode! Após alguns minutos, o francês, sempre ele, martelou o último prego do caixão do Liverpool e sacramentou a vitória: 4x2 histórico, o Arsenal dava adeus à desconfiança e andava muito mais forte em direção ao título.

Outros momentos de Henry com a camisa do Arsenal também foram marcantes. No último jogo que a equipe disputou em seu antigo estádio, o Highbury, a noite de 7 de maio de 2006 tinha que ser do atacante: hat-trick e vitória dos Gunners por 4x2 contra o Wigan Athletic. Além disso, em 2008 foi eleito pelos torcedores o maior craque da história do Arsenal, estando à frente de nomes como Tony Adams e David Seaman. Isso é muito grande.

Tão grande quanto a galeria de títulos que o francês tem na carreira: Copa do Mundo e Eurocopa pela seleção; dois campeonatos ingleses pelo Arsenal; um campeonato espanhol e uma Champions League pelo Barcelona. Isso para citar apenas a parcela mais importante das suas conquistas. Além disso, em 2003 e 2004 foi eleito o segundo melhor jogador do mundo pela Fifa. No primeiro ano foi derrotado por Zidane e no segundo por Ronaldinho Gaúcho. E pela seleção francesa, o atacante também é o recordista de gols, com 51 tentos em 117 jogos.



25 Gols de um Craque: Qual seu favorito?

Enfim, motivos não faltam para credenciar Henry como o maior jogador da história do Arsenal e um dos maiores da França. O retorno de um atleta deste tamanho será muito bom para o clube, que terá um grande jogador a mais no elenco. Sem dúvidas ele será fundamental nos jogos da Premier League e no mata-mata da Champions League, onde o adversário é o poderoso Milan. Já para a torcida, a volta do seu ídolo é motivo de euforia, de vestir novamente a camisa com as inscrições do seu nome e de lembranças da época em que nenhum inglês se atreveu a derrotar os Gunners.


Um abraço a todos!
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Grandes Clássicos: A Era do Azul em Manchester


Se eu fosse um garoto de 121 anos com dentes ruins e amante da cerveja escura, que vestia azul em plena cidade dos Diabos Vermelhos, seria um garoto apaixonado e, talvez, lá no fundo, um pouco frustrado. Teria visto grandes partidas de futebol serem travadas em estádios históricos, tenham sido acanhados ou suntuosos. Teria visto golaços e defesas inacreditáveis, brigas e taças sendo erguidas, erros dramáticos de árbitros ou acertos odiados.

Maine Road, palco de um City fraco
Enfim, teria vivido o Derby Manchester e seus 161 jogos do lado que mais sofreu.

Teria ficado bem empolgado gritando e berrando com os 218 gols do City. Por outro lado, choraria ou olharia zangado para o juiz as 240 vezes em que vi um jogador de camisa vermelha comemorar um tento.
City of Manchester - Símbolo do dinheiro azul
Teria vivido anos inglórios, sendo obrigado a sentir junto à brisa gelada de inverno que endurece os ossos, o azedo sabor da torcida rival comemorando e entoando a plenos pulmões em nosso estádio. Ao longo do tempo, teria me empolgado ao vestir a camisa azul-clara e sentiria orgulho ao ver a águia de língua afiada ostentar com suas enormes asas o brasão do City. No entanto, sentado nas cadeiras da minha própria arquibancada, sofreria mais do que vibraria.

Seja no Hyde Road, Maine Road ou no novinho em folha City of Manchester - agora Etihad Stadium -, amargaria mais derrotas do que vitórias. Teria assistido de perto, nos jogos de liga, 26 triunfos do lado vermelho, contra 22 dos cidadãos azuis. Posso me recordar mais dos jogadores endiabrados correndo com o sorriso estampado no rosto, do que os de manto celeste.

Bank Street - Primeira arena do United
A coisa ficaria pior ainda quando as pelejas fossem disputadas no campo do United. Mesmo na primeira arena, o pequeno estádio com capacidade para pouco mais de dez mil torcedores chamado de Bank Street, a desvantagem já começava: 6 derrotas em 9 jogos, nenhuma vitória. No entanto, seria quando o Old Trafford, Teatro dos Sonhos, ficasse pronto, que o drama se instalaria. Em 62 partidas, 27 derrotas contra apenas 16 triunfos e 19 empates.
Old Trafford - Estádio do United

Se na Liga as coisas não iam bem, nas copas, me recordaria de bons momentos, como aquele histórico jogo de 75 pelo Quarto Turno da Copa da Liga. O Novembro Milagroso, quando Dennis Tueart, com sua camisa de algodão e golas, marcou duas vezes para construir um placar de 4 a 0 sobre os Red Devils. Que noite sob os holofotes do inverno! Seria um delírio! Com sete vitórias e uma derrota nos últimos seis anos em Old Trafford, me sentiria torcedor de um City que não se podia parar.  

Dennis Tueart, no último grande massacre do City sobre o United antes da Seca de 32 em Old Trafford
Se soubesse do futuro, aproveitaria aquele momento como se aproveita as raspas de bolo que sobram na forma, porque os anos que se seguiriam seriam duros. Para ser mais exato, seriam intermináveis 32 anos sem vencer no território dos Diabos. O Old Trafford se tornaria uma ameaça e uma lenda. Derrotas como o 2 a 0 de 87 e os acachapantes 5 a 0 de 94 – eu teria pesadelos com Eric Cantona e seu companheiro Ryan Giggs por noites e noites –, deixariam seqüelas graves de credibilidade nos fãs azuis.


Auge da Seca de 32 anos do City em Old Trafford = Passeio Endiabrado

Na longa seca, colheríamos apenas algumas vitórias em casa, de resto, pura sofreguidão. Tudo se resumiria ao simples frase: eles venceriam e nós perderíamos. Esse seria o mesmo período em que assistiria, prostrado no sofá de casa, ao United colecionar títulos, como as 12 Ligas Inglesas, totalizando 19; dois mundiais de clubes; 11 Copas da Inglaterra; 4 Copas da Liga Inglesa; e, os tenebrosos, 3 títulos da Liga dos Campeões.

Comemoração da histórica conquista da Champions League de 1999 pelo United
Enquanto o City celebraria em toda história, 2 canecos da Liga Inglesa, 5 taças da Copa da Inglaterra e duas da Copa da Liga Inglesa. Orgulhos de uma nação azul desconfiada.
Se eu fosse esse idoso garoto, precisaria esperar até 2008 para rever um triunfo em Old Trafford, um parco 1 a 2. O suficiente para desentalar o grito entalado muito além da garganta, no fundo da alma.
Uma tragédia.

Que bom que não sou esse garoto e posso desfrutar dos momentos atuais dos Cidadãos Azuis! Que saborosa foi a vitória do último 23 de outubro. Seis tentos celestes contra apenas um vermelho. Super Mário deixou dois (Why always He?) e Silva deu show, Agüero mostrou ser oportunista e Dzeko balançou as redes duas vez. Delírio total! Repetimos a maior goleada do Derby de Manchester, dando ao Teatro dos Sonhos uma reprise do embate de 1926.

Super Mário no massacre de Old Trafford de 2011

Desde a chegada do Xeque Mansour Bin Zayed Al-Nahyan, as coisas estão sob mudança por aqui. O dinheiro traz o bom futebol também para o nosso lado. O livro do derby de Manchester deve ganhar mais páginas azuis. O City vive, talvez, a maior esperança de sua história, o vento gelado do Natal e Ano Novo trouxeram os azuis lideres na Liga e confiantes para os próximos anos. Nem a derrota do último sábado, pela Copa da Inglaterra, dentro de seus domínios, abalou o espírito azul. Com um a menos quase o jogo inteiro e uma incrível recuperação no segundo tempo, os torcedores de celeste saíram do Etihad Stadium fervorosos e cientes de que apoiam um time de guerreiros.
O histórico assustador de domínio vermelho em Manchester, com o United chegando aos incríveis 42% de aproveitamento nos jogos disputados contra o City, com 27%. Deve mudar. Hoje São 68 vitórias endiabradas, contra 44 dos cidadãos. Com os azuis tendo menos triunfos que empates no Derby – que já somam 50 jogos de igualdade.

Se o dinheiro continuar a fluir em azul, as lembranças de um idoso garoto têm grandes chances de se tornarem mais alegres nos próximos 121 anos de rivalidade no clássico mais acirrado de Manchester.


Ciao!

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São Marcos: Quando um Santo se aposenta!

Carisma
Marcos Roberto Silveira Reis, Marcos, Marcão ou ainda e somente, São Marcos

Foram 20 anos como goleiro da equipe principal do Palmeiras, aproximadamente 12 como titular absoluto e incontestável da posição. Marcos surgiu para o mundo em 1992, em um amistoso, onde terminou o jogo deixando o que viria a ser sua marca registrada: um pênalti defendido.

Marcos ganhou sua posição após a saída do ídolo Velloso, no ano de 1999, mesmo ano em que começou a se consagrar como ídolo palmeirense e santo das defesas milagrosas. Naquele mesmo ano ele atingiu seu auge, que durou até a Copa do Mundo de 2002. Em três temporadas, disputou e foi decisivo nas três edições da Libertadores disputadas pelo Palmeiras. Deu a vitória a seu time em 5 ocasiões defendendo penalidades, sendo que uma delas garantiu o título da Libertadores de 1999.
Em cima: Marcos, Arce, Júnior, C.Sampaio, Roque Jr., Jr. Baiano.
Em Baixo: Alex, Rogério, Paulo Nunes, Oséas, Zinho.
Mas talvez, maior do que o título, naquela Libertadores São Marcos deu para a torcida alviverde provavelmente, o maior e melhor motivo para avacalhar com a torcida rival. Um combate direto com o maior ídolo corintiano da época, também chamado de Pé-de-Anjo, devido a sua precisão nos chutes: Marcelinho Carioca.
O resultado o Brasil inteiro conhece, e as torcidas rivais jamais irão esquecer esse momento decisivo da história de ambos os clubes. Esse instante mudaria tudo....

O pênalti que valeu por um título histórico...

Nesse tempo se consagrou pelo Palmeiras e em seguida pela Seleção Brasileira, se tornando um dos poucos, talvez o único, jogador unânime na escalação da seleção do penta, e após aquela fatídica Copa ele entraria para o seleto grupo de jogadores amados e idolatrados pelo povo brasileiro. Fez uma Copa histórica e inquestionável, e para muitos foi melhor goleiro do que Oliver Kahn, com defesas incríveis, e muita segurança embaixo das traves.
Após essa competição, Marcos deixou de ser ídolo palmeirense e passou a ser um herói Nacional. 
Defesa mais difícil da Copa de 2002, segundo a FIFA
Falar das inúmeras conquistas de Marcos e de sua importância para o Palmeiras é fácil, é comum, chega a ser até repetitivo. Mas além disso, dentro do meio esportivo, ele é considerado por todos um grande esportista, alheio a confusões e brigas, sempre com um carisma ímpar, uma felicidade genuína e 100% autêntico. Autenticidade reverenciada pela mídia, que sempre abordava o goleiro para ouvir suas declarações sinceras sobre os maus momentos do time, sem papas na lingua, Marcão dizia o que pensava e não media palavras, nem palavrões. E mesmo assim, não há  uma declaração negativa de Marcos em lugar nenhum, não há desafetos em nenhum lado que se olhe.
E no futebol, meu amigo, isso é raro, muito raro.

Acima da sua capacidade como goleiro e de todos os méritos conquistados como jogador, São Marcos teve a capacidade de se tornar uma unanimidade em todos os locais que passou.
Teve o dom de se tornar um jogador idolatrado e uma pessoa admirada por todos, inclusive seus rivais.

Dia 4 de Janeiro de 2012, esse exemplo anunciou sua aposentadoria dos gramados. Foram 532 jogos pelo Palestra e 29 pela Seleção, 16 títulos e muitas lesões superadas.
O futebol perde um gigante. Principalmente para o Palmeiras, que sofre para encontrar um novo ídolo.
Mas agora Marcos tem a chance de integrar a Comissão Técnica Palmeirense e continuar a dar alegrias para a torcida. Resta ver o que ele fará.


São Marcos, já beatificado e santificado pela torcida alviverde, será para sempre glorificado e homenageado. Merecidamente.
Afinal, já viram um Santo sem fiéis?!


Boa sorte daqui para frente Marcão!
E um grande obrigado pela alegria proporcionada ao Brasil!
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O Argentino mais desejado do Brasil!

Walter Dámian Montillo, 27 anos, natural de Buenos Aires, Argentina.

Mais conhecido apenas como Montillo, esse meia armador argentino surpreendeu o futebol brasileiro em 2010, ao fazer um excelente campeonato Brasileiro e levar a Bola de Prata para casa, sendo que a Bola de Ouro foi para, pasmem, outro argentino, Darío Conca! Mas o Conca é história para outro dia...

Montillo chegou ao Brasil após duas temporadas e meia pelo Universidad de Chile, onde não brilhou, mas se destacou o suficiente para chamar a atenção do mercado brasileiro.
Após a Libertadores de 2010, o Cruzeiro se moveu rapidamente e assinou o meia pela bagatela de U$ 3,5 milhões, e já chegou assumindo a responsabilidade da camisa 10. Com razão.

Essa já foi usada por Tostão, Giovanni, Alex, Wagner...
O argentino estreou no Cruzeiro contra o São Paulo, em agosto de 2010, e logo de cara fez uma assistência, deixando claro o que a torcida mineira podia esperar dele. Em seu 3º jogo pelo clube marcou seu primeiro gol, aos 3 minutos de jogo, contra o Corinthians, selando o placar final do jogo.
Desde então, vem acumulando números expressivos, e não deixou de ser citado como um dos melhores meias em atividade no Brasil. E a torcida azul celeste não parou de sorrir com essa contratação.

Foram, até hoje, 75 jogos pelo Cruzeiro, 28 gols marcados e 25 assistências.
Outros dados notáveis: 56% dos chutes que o meia deu como jogador da Raposa acertaram o gol, e se somar os chutes dados no Cruzeiro com os dados como jogador do Universidad de Chile, esse número sobe para impressionantes 68%! A cada 3 chutes dados, 2 assustam o goleiro ou balançam as redes!
O argentino também levou apenas 13 amarelos, e sua única expulsão da carreira foi na Final do Campeonato Mineiro de 2011, contra o maior rival, o Atlético MG, onde os nervos estão sempre a flor da pele.

Esses números mostram um pouco da importância de Montillo para o Cruzeiro, e o motivo do porque ele está sendo desejado por vários clubes, que querem tirar o meia de lá.
Esse meia armador é notável com a bola nos pés, possuidor de uma excelente visão de jogo e um controle de bola de quem teve a mesma escola futebolística de Lionel Messi, sem contar a velocidade, os chutes precisos e dribles simples e eficientes.

Ao longo do Brasileirão de 2011, sua habilidade com a bola ficou mais do que nítida, em um Cruzeiro apagado e fazendo uma campanha pífia, o meia se destacava, mantendo a regularidade e realizando jogadas e gols impressionantes, além de constantemente deixar seus companheiros na cara do gol.
Seu time terminou o campeonato em 16º, se salvando do rebaixamento no sufoco, por muito pouco, e ainda assim o argentino foi eleito o melhor meia do Brasileirão, recebendo a Bola de Prata novamente.
Na minha opinião, motivo mais do que suficiente para o meia almejar um clube em melhor situação para dar continuidade na sua carreira.

Passes, arrancadas, oportunismo e gols....precisa de mais?

Falando em almejar um clube melhor, não tenho a pretensão de desrespeitar o Cruzeiro, mas o nível do elenco sendo montado, mais as memórias recentes do ano que passou tornam o Cruzeiro uma má escolha para Montillo.
Assim sendo, quem leva? Os mais próximos de contratar o meia ainda são Corinthians e São Paulo, isso se não surgir alguma surpresa, ou um Sheik Árabe com seus barris de petróleo.

Dentro desse cenário, se eu fosse o Montillo, pesaria muito bem as opções. O Timão, com sua (enorme) torcida exigente, sua pressão vaga na Libertadores e um elenco praticamente fechado até o final do tão almejado torneio continental; ou o Tricolor Paulista, com uma das melhores estruturas do país, sem meias de armação, sem Libertadores em 2011 e sedento para encontrar um meia para ser 100% titular e que ensine ao Lucas a importância de olhar para o resto do time enquanto corre?

Eu escolheria a opção 2. Entraria em um elenco bem montado, e colocaria o sangue argentino para ferver em um time que está precisando voltar a jogar com garra, precisando reaprender o modo Lugano de jogar. Com amplas possibilidades de se tornar um ídolo em 1 ano!
Ao contrário de correr o risco de se tornar um vilão para a torcida corinthiana, por ter errado o pênalti decisivo na semifinal da Libertadores....exageros a parte, a pressão no Parque São Jorge vai ser grande.

Xiiii....já vi esse filme!
Mas a verdade é que não importa muito em qual clube Montillo estará no final da janela de contratações, este habilidoso meia armador será importante em qualquer clube que jogue. Pois, um jogador como ele, que dita o ritmo de jogo e ainda decide quando necessário, está em falta no mercado da bola.

Nos resta aguardar com qual camisa iremos ver Walter Montillo desfilar seu futebol daqui para frente.
Uma certeza eu tenho: todos iremos sorrir com os gols e jogadas desse craque!


Espero que ele, no mínimo, continue no Futebol Brasileiro, que só tem a ganhar com a sua presença!

Fonte dos dados: Wikipédia e ESPN.



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Feliz ano novo, Mano Menezes!

Amigos sofredores,


Dizem que começo de ano é época de repensarmos aquilo que fizemos de errado no ano anterior para que, quem sabe, possamos melhorar e viver dias melhores. Se isso for mesmo verdade, nosso treinador Mano Menezes precisará passar um bom tempo pensando.


2011 não foi um bom ano para a seleção brasileira. Pior, foi um ano péssimo. Amistosos contra nações sem tradição alguma, campanha horrorosa na Copa América e um time sem padrão de jogo que não consegue empolgar ninguém. Não sei vocês, mas eu começo 2012 extremamente preocupado com esse time e com um medo muito grande de que, se nada for feito, veremos um vexame dos grandes em 2014. Claro, ainda há tempo para consertar as coisas, mas é preciso agir já.


Ano passado já começou errado para o Brasil. Perdemos de 1x0 para a França, com gol de Benzema e ainda tivemos Hernanes expulso no primeiro tempo depois de uma entrada digna de MMA no autor do gol francês. Aliás, essa expulsão custou ao meia brasileiro uma longa estadia na geladeira de Mano Menezes, que voltou a convocá-lo apenas meses depois, mesmo ele sendo um dos principais destaques da Lazio durante o ano inteiro. Atitude completamente exagerada do nosso treinador.

"Aprendi com o Steven Seagal!"
Depois disso, tivemos uma vitória por 2x0 contra a fraca Escócia, um empate em 0x0 com a Holanda e uma vitória por 1x0 contra a também limitada Romênia, jogo que ficou marcado pela despedida de Ronaldo. Após essa sequência de jogos, o Brasil foi jogar a Copa América. Ah, a Copa América!


Na primeira fase, três jogos e apenas uma vitória. 0x0 contra a Venezuela, eterno saco de pancadas da América do Sul, 2x2 contra o Paraguai e 4x2 contra o Equador. Cá entre nós, uma campanha ridícula dessas só poderia resultar em algo ainda mais ridículo no mata-mata. E não deu outra. Depois de incontáveis gols perdidos e firulas durante o jogo inteiro, o Brasil perdeu quatro pênaltis e foi eliminado pelo Paraguai depois de um empate em 0x0 no tempo normal. Eu ainda não sei como é possível uma seleção como a brasileira perder quatro pênaltis numa disputa, mas enfim, foi o que aconteceu. Essa façanha deixou até Martin Palermo pequeno.


Depois disso, mais uma derrota. Desta vez para o fortíssimo time da Alemanha, por 3x2. Apesar da derrota, é de amistosos como esse que o Brasil precisa. Contra uma equipe que tem grandes jogadores e um padrão de jogo que há muito não é visto na nossa seleção. Então, podemos concluir que os amistosos seguintes foram do mesmo nível, certo? Errado, óbvio.


Jogos contra Gana, Costa Rica, México, Gabão e Egito marcaram o restante da temporada brasileira. Ok, ganhamos todos os jogos, mas e daí? Tirando o México, os adversários eram fraquíssimos e o Brasil ainda conseguiu jogar mal!


Ah, ainda jogamos duas vezes contra a Argentina, pela Copa Roca, torneio amistoso em que as seleções eram formadas apenas pelos jogadores que atuam por aqui. Para garantir pelo menos uma alegria no ano, batemos nos argentinos por 2x0, após empatar em 0x0 no primeiro jogo.


Enfim, saldo de 2011: 16 jogos, 9 vitórias, 4 empates e 3 derrotas, gerando um aproveitamento de 64,6%. De fato, não é um número tão ruim assim, mas se levarmos em conta que todas as vitórias foram contra times medíocres e que, quando enfrentamos seleções realmente fortes, não ganhamos nada, vemos o quão ruim foi o ano.

Além disso, o padrão de jogo do Brasil desapareceu completamente. Chutões, ausência de jogadas e um time nada envolvente. Há explicação para isso: quase setenta jogadores diferentes convocados durante o ano, dando uma cara diferente ao Brasil a cada jogo. E entre esses inúmeros jogadores, tivemos pérolas como Renato Abreu, Renato Augusto, Cícero e Neto. Chega de testes em 2012! A seleção brasileira precisa ter uma cara! Precisa ter jogadores de nível!

"Mano tá aprovado na seleção! Ele entendeu bem a lição sobre chutões..."
Espero então que Mano Menezes pense bastante e aja mais ainda em 2012, porque precisamos apagar o péssimo ano de 2011. Amistosos mais competitivos e um time com cara de time são necessidades urgentes. Lembremos que o Brasil terminou o ano em sexto lugar no ranking da Fifa, posição muito abaixo daquela que estamos acostumados. Além disso, estamos em ano de Olimpíadas, e a inédita medalha de ouro viria em ótima hora.


Feliz ano novo, Mano Menezes. Espero que 2012 seja um ano muito melhor do que 2011. Mas é preciso muito trabalho para isso. Vamos em frente!


Um abraço a todos!
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Saudades Tricolor!


Essa é aquela época do ano em que muita coisa besta me irrita quando o assunto é futebol.
Ligo a TV na ESPN ou no Sportv e tudo de mais emocionante que passa é a reprise da final do campeonato catarinense ou, no máximo, a retrospectiva com os melhores momentos da temporada do surf. Ou seja: nada!
Os cretinos dos comentaristas de futebol estão se banhando em alguma praia por aí, admirando formosos traseiros femininos enquanto suas mulheres rechonchudas passam protetor solar no filinho, que, por sua vez, cisma em não parar quieto. Posso até imaginar a mulher com um sorriso enfadonho no rosto tentando acalmar a peste, a areia se grudando ao creme até se transformar numa pasta que pinica. O resultado é óbvio: é igual a um menino choroso, prestes a ligar o berreiro em plena Pintangueiras lotada.
Mas, tudo bem, nada disso abala a concentração do nosso comentarista. Ele faz questão de analisar cada centímetro, cada detalhe da morena escultural a sua frente, como se quisesse gravar a imagem na retina.
Tá certo ele! O que dá raiva é ter que trabalhar segunda sem nada de útil para comentar no dia seguinte.

O inferno é que meus dias, tão organizados com a temporada do futebol, parecem perder a seqüência harmoniosa. As quartas-feiras à noite já perduram por horas. Chegam 22 horas e nada. O horário de almoço então? Não há nenhum programa discutindo a imbecilidade do árbitro louco, ou passando gols, entrevistas e tudo mais. Quanto ao domingos, não vou tecer comentário algum. Simplesmente duram anos e não têm sentido nenhum.
Inter-temporada de futebol me irrita. Ainda mais a deste ano. A diretoria do Tricolor do Morumbi continua a deixar os melhores jogadores pros adversários – simplesmente cretino ter desistido do Montillo. Ainda por cima, tenho que ficar agüentando os amigos gambás relembrando que ergueram o troféu de campeão brasileiro e que vão jogar a Libertadores em 2012. Sério, parabéns, vocês mereceram, mas chega! Todo mundo sabe que foi roubado. É sempre assim. Nem sei por que comemoram.

No fim, acho que tudo o que eu queria dizer é: estou com saudades do futebol. Saudades de se reunir com os amigos, vestir o manto tricolor e ir no Cícero Pompeu de Toledo. De comer um pernil em uma daquelas barraquinhas de lona laranja ou azul. De brindar uma cerveja na rampa para arquibancada. De ver o gramado mais verde ao vivo do que em qualquer outro lugar. De sentir o cheiro dos rojões quando o time entra em campo. De cantar a plenos pulmões o hino, abraçado a marmanjos que sequer conheço e sequer conhecerei.
Estou com saudades de gritar gol.
Que essa temporada seja melhor que a última!
Vamos Tricolor!
Morumbi em final de Libertadores! 


Que o ano comece bem para todos, pros coxas brancas, cruzeirenses, colorados, flamenguistas, pra lusinha e, especialmente para os tricolores soberanos.
Que tudo continue como sempre foi nessa temporada de 2012, gambás sem Libertadores.


Ciao!  
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Editorial: Começa o Jogo!

Bem Vindo, boleiros!

Hoje iniciamos o blog Arredonda, após alguns meses idealizando e buscando formas de botar em prática nossas intenções, finalmente conseguimos!

E qual seriam nossas intenções? E por que esse nome?

Material de trabalho diário
Essa prancheta é um resumo daquilo que buscaremos como linha editorial, assim como o nome do Blog dá uma indicação do caminho a seguir.

Nossa princípio básico é:  Não seremos um portal de notícias!
Em nenhum momento vocês irão ler por aqui simples notícias informando fatos futebolísticos repetidos e disseminados incessantemente pelos diversos sites que já fazem essa tarefa.

Seguiremos o caminho do debate inteligente dentro do mundo do futebol. 
Queremos, a partir de hoje, despertar o PVC dentro de cada um, e passar para vocês, leitores, análises táticas e visões estratégicas do futebol, estimulando dessa forma a troca de idéias.
A idéia é 'arredondar' o mundo futebolístico! (Entenderam o nome do Blog?)

E, notem a importância das palavras "debate" e "troca", como é de praxe, todo brasileiro é um técnico em potencial e, portanto, queremos que todos participem e discutam os posts.

Ao longo dos primeiros posts vocês irão conhecer melhor as nossas intenções.

Estamos abertos para sugestões e críticas!
Comentem!
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