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Adriano: O Império em ruínas

Amigos sofredores,


O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez finalmente disse o que todos já haviam percebido: Adriano foi um erro. Perto de completar seu primeiro ano com a camisa alvinegra, seus números são pífios: participou de apenas cinco partidas - todas elas jogando 45 minutos ou menos - e anotou um gol, o da vitória contra o Atlético-MG no Pacaembu pelo Brasileirão. É verdade que o atleta passou grande parte do tempo machucado, mas ele fez muito pouco para um jogador que possui um grande salário e que, apesar da constante desconfiança, mostrou durante a carreira que sabe jogar futebol muito bem.

Adriano Leite Ribeiro nasceu no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro de 1982. Revelado pelo Flamengo, surgiu bem no Torneio Rio-São Paulo de 2000 e logo recebeu sua primeira convocação para a seleção brasileira. Em 2001 foi negociado com a Internazionale e foi rapidamente emprestado para Fiorentina e depois Parma, onde teve ótimas atuações, até retornar para a Inter em 2004, ano marcante na carreira do jogador.

A temporada 2004/2005 de Adriano foi excelente. Teve uma média de 0,81 gol por jogo, foi campeão da Copa da Itália pela Inter e recebeu o seu famoso apelido: O Imperador. Nesse mesmo período, o jogador foi destaque pela seleção brasileira: campeão da Copa América em 2004 e da Copa das Confederações em 2005. Nas duas competições, Adriano foi artilheiro e eleito melhor jogador, fatos que comprovam o seu apelido.

 Adriano comemorando gol na Copa América de 2004

Entretanto, o ano de 2004 não foi de apenas alegrias para o Imperador. No início de agosto, seu pai foi encontrado morto e isso mexeu demais com ele. Foi um fato determinante para que o jogador, no longo prazo, perdesse sua razão e começasse a se envolver nos constantes problemas que vemos hoje em dia. Talvez tenha faltado algum tipo de apoio ao atleta nesse momento, que poderia ter saído mais forte dessa péssima experiência e, com isso, ter seguido sua carreira sempre em alto nível.

De 2006 em diante, ficou clara a decadência do craque. Passou a não jogar mais nada pela Internazionale e foi contemplado, em 2006 e 2007, com o Bidone d'Oro, "prêmio" dado ao pior jogador do Campeonato Italiano. Estava claro que o Imperador passava por problemas e uma solução encontrada foi emprestá-lo novamente, desta vez para o São Paulo, para que ele pudesse ficar mais próximo da família e dos amigos e, quem sabe, encontrar novamente a sua alegria jogando futebol.

A passagem de seis meses pelo Tricolor Paulista foi bem acima do esperado e muitos alimentaram a esperança de que o Imperador havia voltado. Retornou à Inter e foi convocado novamente para a seleção brasileira. Entretanto, em 2009, mais um problema: estando no Brasil, em decorrência de um jogo pela seleção, o atacante simplesmente desapareceu por alguns dias. Não deu notícias à Inter e até sua morte chegou a ser cogitada. Quando reapareceu, alegou problemas pessoais, disse que passou o tempo na Vila Cruzeiro, favela do Rio de Janeiro onde cresceu, e que não queria mais jogar futebol por tempo indeterminado, desligando-se da Internazionale. Ficava cada vez mais claro que Adriano era apenas uma aposta, um jogador pouco confiável e de retorno duvidoso.

Contudo, pouco tempo depois dessas declarações, o atacante acertou seu retorno ao Flamengo para a disputa do Campeonato Brasileiro de 2009. O fato é que o atacante surpreendeu novamente e jogou muito. Ao lado de Petkovic, o Imperador levou o Mengão ao hexa do brasileiro e parecia ter encontrado novamente o bom futebol. Tanto que, em junho de 2010, a Roma confiou no potencial do atacante e o contratou. Resultado: 9 meses de clube, 350 minutos em campo, nenhum gol e mais um Bidone d'Oro, o terceiro de sua carreira.

Após mais um fracasso, a surpresa estava na quantidade de clubes interessados em contar com seu futebol: Corinthians, Palmeiras, Flamengo e até o Newcastle, da Inglaterra, entre outros. Eu me pergunto se não parecia óbvio que o atacante era muito caro para uma completa incógnita. Enfim, embalado por Ronaldo, que fez excelente meio de campo entre Corinthians e Adriano, o jogador acertou com o Timão em março de 2011, visivelmente fora de forma e com certa desconfiança

Adriano em sua apresentação no Corinthians

O resultado parcial dessa aposta todos sabemos. Adriano chegou contundido, machucou-se novamente durante sua recuperação e ficou muito tempo fora. Entrou em campo 5 vezes, fez apenas um gol e envolveu-se em diversos tipos de problemas: descaso com seu próprio tratamento, falta nos treinos e até tiro de revólver em seu próprio carro. Se nem o jogador quer se ajudar na sua recuperação, como pode um clube confiar que ele vai jogar bem e render frutos para a equipe? O próprio Andrés Sanchez já afirmou que ele não tem mais jeito e que foi um equívoco contratá-lo. 

São muitos problemas e pouco futebol para um atacante que ganha o salário de Adriano. Como se não bastassem esses empecilhos, o Imperador agora tem um concorrente pela vaga no banco de reservas do Corinthians. Que fase, hein Adriano! Elton, que fez boa temporada pelo Vasco no ano passado, já fez gol logo em sua estréia e mostra uma vontade que me faz ter certeza: ele é muito mais confiável que Adriano no caso de uma ausência de Liédson.

Com um contrato que expira em junho, Adriano tem pouquíssimo tempo para entrar em forma, em campo e convencer a diretoria de que pode ter seu vínculo renovado. Caso contrário, ele deverá tentar fazer isso em outro clube. A Fiel, que perdeu a paciência com o jogador, já pede sua cabeça. Infelizmente, tenho cada vez mais certeza de que, em algum lugar do tempo, perdemos um grande craque. O Império está em ruínas.


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Pré-Temporada 2012: Os Grandes que Vencerão! (4ª Parte)

O post que encerra a polêmica análise dos principais times brasileiros para 2012, chegou.
Nas três primeiras partes, o Arredonda tratou de esmiuçar cada clube, criando projeções para a nova temporada e separando-os em grupos diferentes: O Limbo (Parte I), Os Grandes que Sofrerão (Parte II) e Os Grandes que Lutarão(Parte III). É hora de olhar para os quatro clubes restantes, os principais deste ano de 2012.


Os Vencedores: 4 grandes para erguer taças

Neste último post contemplaremos os que montaram ou mantiveram os melhores elencos. Times que, no cenário nacional ou internacional, estão fortes o suficientes para disputar pensando em título qualquer torneio que disputarem. Serão esses clubes que ocuparão as manchetes vitoriosas dos principais jornais do país.

4º Grande: Sport Clube Internacional de Porto Alegre (Rio Grande do Sul)

Situação Psicológica: O Colorado terminou o morno ano de 2011 com uma comemorada vaga para a Libertadores na última rodada. Fato que melhorou muito os ânimos vermelhos em Porto Alegre. Com vaga assegurada, a diretoria se esforçou para manter o time forte e a competente comissão técnica. Reforços no ataque e no meio ainda ajudarão. O clima é de confiança no time e no técnico Dorival Jr.

Negociações: os cartolas colorados garantiram jogadores pontuais para compor o elenco. Vieram Marco Aurélio (meio campo) e Dagoberto (atacante). Retorna de empréstimo Daniel (lateral), que deve estar nos planos de Dorival Jr.
O Inter é um time de poucas chegadas, mas muitas saídas. O Beira Rio virou um lugar inóspito para jogadores que não vinham desenvolvendo um futebol de alto nível. Deixam o clube: Zé Roberto, Thiago Humberto, Marquinhos, Siloé e Lauro. Os vermelho do sul ainda não vão contar com Andrezinho (meio campo), Ilsinho (meio campo) e Sorondo (lateral).
Ex-são paulinos devem brilhar no Beira Rio em 2012

Análise: O Inter vem para ser um time ofensivo em 2012. Um time capaz de deixar vários adversários feridos com voracidade. A chegada de Dagoberto, que se mostra empolgado em novos ares, deve formar um dupla fortíssima com Leandro Damião, o melhor centroavante do Brasil hoje. Além disso, o clube ainda conta com o poderio de jogadores como D´Alessandro e Oscar na meia. Tudo isso regido pelo bom Dorival Jr.
Quem não encarar o Inter com uma defesa sólida, corre sérios riscos de sair derrotado de campo. Por isso, o Inter é candidato a brigar por todos os títulos que disputa em 2012. Torcedor colorado, anime-se, compre ingressos e lote o Beira Rio, um bom o ano o aguarda.

Palpite: Campeão Gaúcho; Quartas da Libertadores; 3º no Brasileiro.


3º Grande: Sport Clube Corinthians Paulista (São Paulo)

Situação Psicológica: os ares nos arredores do Parque São Jorge não poderiam estar melhor. Um time acostumado a crises e críticas, vive estranha – porém merecida – paz na pré-temporada de 2012. Campeão Brasileiro de 2011, o time comandado pelo técnico Tite provou ser forte no conjunto, aliando valores individuais a uma forte cultura de consciência de grupo. O elenco vencedor foi mantido e a confiança é absoluta em um ano inesquecível.

Negociações: o novo presidente trouxe para os corintianos os seguintes nomes: Gilsinho (atacante), Chen Zhizhao (atacante), Elton (atacante), Cássio (goleiro), Felipe (zagueiro) e Vitor Júnior (meio campo).
Tite ainda deve contar com o retorno de Bill (atacante), emprestado ao Coritiba no último ano.
Deixam o Parque São Jorge apenas dois jogadores Morais (meio campo) e Renan (goleiro). Já é iminente, que o clube paulista deve contar também com a liberação do encrenqueiro Adriano (atacante) no meio do ano.

Tite e sua competi-vi-da-de são as armas do Corintinhas
Análise: Tite comandará o Corinthians sob a mesma batuta de 2011, aplicação tática. Essa é a maior força do time para a dura temporada que se aproxima: a competitividade. Aliado a isso, os torcedores ainda contarão com bons valores individuais, como Alex (meio campo) e Danilo (meio campo), ou Liédson (atacante) e Ralf (volante). O Corinthians é acima de tudo, uma equipe dificílima de se bater, por isso, talvez a Fiel Torcida possa sonhar de verdade com seu maior desejo: a Libertadores.
Corintianos, vistam suas camisas e lotem o Pacaembu como inúmeras vezes o fizeram. Transformem o estádio mais charmoso de São Paulo num caldeirão que só vocês sabem fazer e aproveitem 2012.

Palpite: 3º no Paulista, Campeão da Libertadores, 4º no Brasileiro, Campeão Mundial.


2º Grande: Fluminense Football Club (Rio de Janeiro)

Situação Psicológica: o Tricolor das Laranjeiras demorou para engrenar em 2011, mas terminou o ano assustando. Abel Braga acertou o time e contou com o desempenho fantástico de Fred na reta final, para liderar mais uma grande escalada do Time de Guerreiros. No clube, todos sabem que têm um dos principais elencos do país, atrás possivelmente só do Santos. E todos sabem que vão disputar todos os títulos até o fim. No Fluminense o clima é perfeito para a temporada, ainda mais com a volta do xodó Thiago Neves, alfinetando o âmago do maior rival.

Negociações: chegam às Laranjeiras os seguintes jogadores: Bruno Viera (lateral), Anderson (zagueiro), Jean (lateral), Wagner (meio campo), Thiago Carleto (lateral) e Thiago Neves (meio campo).
Enquanto uns vêm, outros vão. Deixam às Laranjeiras: Fernando Bob (volante), Diogo (volante), Jefferson (lateral) e Ciro (atacante).

Thiago Neves está de volta, o xodó do Flu
Análise: o elenco do Fluminense só não pode ser considerado o melhor do Brasil, porque no Santos jogam Ganso e, principalmente, Neymar. Apesar disso, o time é fortíssimo e contará com uma meia-cancha junto de ataque fabulosa. Montado com Wagner, Deco, Thiago Neves e Fred, essa é uma equipe perigosa. Aliado a isso, reforços como o lateral/volante Jean, bom jogador e versátil, mais Bruno Viera, importante lateral pelo Figueirense ano passado, prometem dar estabilidade a defesa e qualidade nas jogadas agudas.
Abel Braga possui um ótimo plantel nas mãos, com boas peças para disputar as maiores competições com aspirações de título. O Fluminense será destaque desde o começo até o final do ano desta vez. Tricolores, apóiem seu time, lotem o Engenhão e cantem suas belas canções. O ano promete!

Palpite: Campeão Carioca; Semifinalista da Libertadores; 2º no Brasileiro.


1º Grande: Santos Futebol Clube (São Paulo)

Situação Psicológica: a trágica goleada sofrida para o FC Barcelona na final do mundial de clubes de 2011 não parece ter abalado os santistas. Desde o primeiro minuto pós-jogo os jogadores falavam em aprendizado. E provavelmente carregarão lições desse jogo para 2012. O Santos continua com suas principais estrelas e continua sob o comando do melhor técnico brasileiro: Muricy Ramalho. O ataque que tanto feriu nos primeiros meses de 2011, deve voltar ainda melhor em 2012. O clima é bom, nada de exageros, mas é bom para uma temporada que promete ser mais longa que ano passado, quando o time estacionou depois da conquista da Libertadores.

Negociações: o Santos praticamente não mexeu em seu plantel, traz apenas Fucile (lateral) e deixa ir Bruno Aguiar (zagueiro) e Possebon (volante).

Neymar já é o segundo melhor do mundo
Análise: a manutenção do elenco e do Neymar, fazem do Santos o principal time para 2012. Um time que Muricy Ramalho saberá montar na defesa e que ainda conta com um ataque carregado por Borges, artilheiro do Brasileirão 2011. Além disso, Ganso deve ter um ano com mais partidas e mais ritmo, tendo tudo para voltar ao pleno futebol. Não há porque duvidar de uma combinação dessas. Não há sequer um time na Série A que não tema um embate contra os santistas.
Muricy deve voltar ao seu estilo rabugento pragmático em 2012 e forçar esse Santos a uma segunda metade bem melhor. O Santos é time para vencer tudo esse ano, assim como era em 2011.
Que a Vila mais famosa do mundo fique repleta de torcedores e assista mais um ano fantástico do segundo melhor jogador do mundo. Santista, curta o momento!

Palpite: 4° no Paulista, Semifinalista da Libertadores; Campeão Brasileiro.


Que a falação termine, que as projeções não signifiquem nada e que os jogos comecem!
Já tem partida hoje! Confiram e torçam!


Ciao!
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Pré Temporada 2012: Os Grandes que Lutarão (3ª Parte)

Chegamos ao penúltimo post da série que analisa os principais times do futebol brasileiro em 2012. Já destrinchamos os times que pertencem ao Limbo da temporada e mostramos quais são os Grandes que Sofrerão bastante ao longo do ano. Ainda falta olhar de perto oito times grandes e suas possibilidades.



Os Lutadores: 4 grandes para cumprir tabela

Neste post abordaremos os times que, se não são ruins o suficiente para lutar contra o rebaixamento, também não são fortes o bastante para enfrentar as principais equipes do cenário nacional. Ou seja, são aqueles times que poderão brilhar em alguns momentos do ano, mas não devem erguer as principais taças.


8º Grande: Clube de Regatas do Flamengo (Rio de Janeiro)

Situação Psicológica: o clube de maior torcida do Brasil e das Américas está – pasmem – imerso em uma crise. O Flamengo virou o ano amargando uma reta final insossa de Brasileirão, salva, mas não apagada, pela vaga garantida à Libertadores. E, para agravar, o ano novo trouxe problemas financeiros recorrentes e atrasos nos salários dos jogadores. Esse cenário culminou num enorme desgaste entre diretoria, comissão técnica e atletas. O ambiente não poderia ser pior na Gávea, especialmente às vésperas de jogo eliminatório pela principal competição do clube no ano, a Libertadores.

Negociações: a polêmica presidente Patrícia Amorim só conseguiu trazer três caras novas para vestir o manto rubro-negro este ano. São eles: Magal (lateral), Itamar (atacante) e Gonzáles (zagueiro).
Retornam de empréstimos Camacho (meio campo) e o, uma vez badalado, Kléberson (meio campo). A princípio nenhum dos dois deve ser peça importante nos esquemas táticas do técnico Vanderlei Luxemburgo.
Para complicar a situação, o clube perdeu para a temporada os jogadores Fierro (atacante), Egídio (lateral), Ronaldo Angelim (zagueiro) e Thiago Neves (meio campo). Ainda estão pendentes, devido situação de atraso de salários Alex Silva (zagueiro) e Ronaldinho Gaúcho (meio campo).

R10 - ainda existe espaço para ele?
Análise: o Flamengo perdeu uma grande peça, Thiago Neves, para o maior rival, o Fluminense. Além disso, seu técnico, irritado com a postura desleixada de jogadores com salários atrasados, em especial de Ronaldinho Gaúcho, parece com dias contados na Gávea. Ou seja, entre problemas financeiros, reforços fracos e uma pré-temporada conturbada, o rubro-negro não parece ter um time – seja na parte individual como em conjunto – pronto para encarar o ano.
O elenco do ano passado era forte, mas não rendeu. Em 2012, a equipe está enfraquecida e tem o maior objetivo do ano pela frente, todo destroçado. Vai encarar o Real Potosí, no Peru, pela fase preliminar da Libertadores. É um jogo divisor de águas na temporada, avançando, o Flamengo deve encontrar paz, caso contrário, está fadado a um ano em que nada acontecerá.   
O Flamengo não é time para levantar nenhum caneco esse ano. Torcedor rubro-negro, aproveite a cidade maravilhosa e aprecie bons finais de semana na praia. Futebol não é para você em 2012.

Palpite: 3º no Carioca; Oitavas na Libertadores; 9º no Brasileiro.


7º Grande: São Paulo Futebol Clube (São Paulo)

Situação Psicológica: o Tricolor Paulista traz nos ombros o peso de duas temporadas ruins em 2010 e 2011, sem títulos e sem a acostumada vaga para Libertadores. Por isso, os atletas entrarão em campo pressionados pela torcida, conhecida pela falta de paciência.
No entanto, o eterno presidente Juvenal Juvêncio, depois de muitas críticas, se mexeu e reforçou o time, buscando criar uma nova cara ao São Paulo de 2012. Portanto, totalmente reformulado, o elenco são-paulino está confiante, afirmando garra nos jogos. A situação é de paz no Morumbi.

Negociações: disposto a fazer grande mudança a diretoria investiu pesado, por isso, o torcedor poderá ver muitas novas caras pelo Morumbi esse ano. São elas: Cortês (lateral), Edson Silva (zagueiro), Paulo Miranda (zagueiro), Fabrício (volante), Maicon (meio campo) e Jadson (meio campo). Ainda é esperada a contratação de Osvaldo (atacante).
O Tricolor ainda conta com o retorno de Cléber Santana (meio campo). O jogador, no entanto, ainda não tem garantias de que fará parte do elenco.
Ao mesmo tempo que muitos chegam, muitos deixam. Política de reformulação total. Para isso, o clube se desfez de: Carlinhos Paraíba (volante), Rivaldo (meio campo), Jean (lateral), Xandão (zagueiro), Marlos (meio campo) e Dagoberto (atacante).

Fabuloso: falta alguém ao lado dele
Análise: a manutenção da paz para o São Paulo, que vem confiante com as mudanças feitas, dependerá dos primeiros resultados no ano. Em caso positivo, o time tem um elenco razoável para disputar títulos de tiro curto como o Paulistão e a Copa do Brasil. Em caso de derrotas, a pressão da torcida será enorme, podendo desestabilizar o time, o que deve mostrar as deficiências da equipe são paulina.
Sem saídas para a lateral direita, contando apenas com Piris, esse deve ser um setor muito explorado pelos adversários. O time ainda não tem uma dupla de ataque de peso, muito menos profundidade suficiente para aguentar o ano inteiro lá na frente, só Luis Fabiano não dará conta.
Portanto, o São Paulo deste ano é novamente um time de campanha mediana. Torcedor são paulino, aproveite a primeira metade do ano, mas em nenhum momento sonhe mais alto do que um campeonato paulista.

Palpite: Campeão Paulista; Semi-finalista Copa do Brasil, Oitavas na Sul-Americana, 6º no Brasileiro.


6º Grande: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (Rio Grande do Sul)

Situação Psicológica: desde começo de novembro do ano passado, o Grêmio já sabia que não seria rebaixado, nem que jogaria a Libertadores. Com isso em mente, o time se preparou e se reforçou para 2012, dando nova cara ao elenco e a comissão técnica. Os reforços são bons e o técnico Caio Jr. tem identificação com o clube e bons trabalhos recentes – como o fraco Botafogo no ano anterior. O clima é de grande confiança para os Borrachos Azuis de Porto Alegre.

Negociações: a diretoria gremista trouxe os seguintes nomes para o Olímpico: Pablo (zagueiro), Marco Antônio (meio campo), Léo Gago (volante), Sorondo (zagueiro), Marcelo Moreno (atacante), Kléber (atacante).
Vão embora: Rafael Marques (zagueiro), Escudeiro (volante), Rodolfo (zagueiro), e mais Everaldo, Wesley, Maylson e Adilson.

Gladiador joga ou arruma encrenca dessa vez?
Análise: o Tricolor Gaúcho montou um novo time com a chegada dos reforços, reestruturando a zaga e sua proteção, melhorou o meio de campo que ainda conta com o bom Douglas e montou um ataque poderoso com Moreno e Kléber. É um bom time, que, no entanto, não tem profundidade para agüentar campeonatos longos como Brasileiro. Por isso, o Grêmio deve ser um time forte em competições curtas e de mata-mata, como a Copa do Brasil.
É sempre bom lembrar que nos últimos clubes por onde passou, Kléber, o gladiador deixou sua marca como ídolo e como ícone de problema. O Grêmio pode enfrentar situações como racha de elenco, vista no Palmeiras na temporada passada. Portanto, o time é bom, mas precisará ser bem liderado por Caio Jr.
O Grêmio é time para sonhar com Libertadores, embora dificilmente chegue lá. Gremista, encha o Olímpico e faça a festa que sabe fazer, seu time está no caminho de uma temporada muito melhor que a anterior.

Palpite: Vice Gaúcho, Campeão da Copa do Brasil, Campeão Sul-Americana, 7º no Brasileiro.


5º Grande: Clube de Regatas Vasco da Gama (Rio de Janeiro)

Situação Psicológica: o Vasco está em Lua de Mel com sua torcida. Mesmo com um elenco limitado em 2011, o time conseguiu o título da Copa do Brasil e surpreendeu brigando pelo Brasileiro até a última rodada. O ambiente não pode ser melhor, a base do elenco foi mantida e ainda existe a volta à Libertadores em meio a toneladas de confiança. O pensamento de campeão impera no Gigante da Colina para esse início de temporada.

Negociações: Roberto Dinamite conseguiu nomes pontuais para seu vitorioso elenco de 2011. São eles: Carlos Tenório (atacante), Abelairas (meio campo), Thiago Feltri (lateral) e Rodolfo (zagueiro).
O dirigente vascaíno ainda espera pelo retorno de Renato Augusto (meio campo). O jogador estava atuando pelo Atlético de Goiás.
No entanto, seu maior feito, talvez tenha sido manter a base. Apenas alguns jogadores saíram, entre eles Elton (atacante), Márcio Careca (lateral) e Patric (atacante).

Análise: o Vasco está confiante e acredita em seu elenco. Porém, duas questões têm de ser feitas sobre esse time:
1) O time era realmente bom ano passado ou encaixou alguns bons valores com outros nomes de grande dedicação? No caso, a segunda opção é mais plausível. O elenco vascaíno nunca foi forte o suficiente, nem estruturado o suficiente. No entanto, encaixou em 2011.
2) É possível repetir esse bom ano? Difícil. Há pelo menos quatro times com elencos mais fortes que o do Vasco hoje, times que melhoraram a profundidade de seus elencos para evitar um ano de oscilações.
Diego Souza: repetir 2011 será complicado
Portanto, no fim, o Vasco tem um time muito bom e competitivo. No entanto, não é um time robusto o suficiente para passar pela pressão de uma Libertadores, tanto a dos estádios, mas como também a da imprensa e torcida. E é um time que não pode sonhar em disputar o título Brasileiro até a última rodada, especialmente, quando analisado com outros grandes mais bem preparados.
Torcedor do Gigante da Colina, coloque a foto de Campeão da Copa do Brasil de 2011 num quadro e curta os jogos da Libertadores. Não se preocupe com títulos, saboreie a competição continental.

Palpite: Vice Carioca; Oitavas na Libertadores; 5º no Brasileiro.


Sábado confira o quarto e último post da série: Os Grandes que Vencerão!

Ciao!
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Pré Temporada 2012: Os Grandes que Sofrerão (2ª Parte)

Continuamos nessa sessão as análises dos times que disputarão o Brasileirão 2012.
Destrinchando os elencos, contrações, situações políticas e psicológicas. Depois de entendermos no último post quem são aqueles clubes que pertencem ao Limbo, vamos olhar de perto as 12 esquadras intituladas de grandes no futebol brasileiro. As separamos em 3 grupos de 4, e hoje temos:


Os Sofredores: 4 grandes problemáticos
Este será o post dedicado a entender aqueles times que têm feito de tudo para enfrentar a temporada da pior maneira possível. Como e porque cada um deles deve sofrer ao longo do ano? É bom os torcedores desses times se prepararem psicologicamente para mais de 60 jogos duros que estão por vir. Começamos na ordem do mais sofrível para o menos.

12º Grande: Cruzeiro Esporte Clube (Minas Gerais) 

Situação Psicológica: depois de uma temporada cheia de altos e baixos em 2011, a Raposa mais Linda do Mundo está quebrada. Atolado em dívidas e comandado por um Presidente um tanto quanto estranho, o Cruzeiro trouxe vários novos nomes para o elenco, nenhum, no entanto, que possa aliviar os temores da China Azul. Nem a manutenção de Montillo, grande craque celeste, parece ser boa. Ninguém sabe como o jogador, que afirmou querer jogar pelo Corinthians, irá se comportar dentro de campo. O clima é de desconfiança.

Negociações: para 2012 o Cruzeiro trouxe Mateus (zagueiro), Diego Arias (meio-campo), Marcelo Oliveira (meio-campo), Gilson (lateral), Amaral (volante), Rudnei (volante), Thiago Carvalho (zagueiro) e Walter (atacante). Oito contratações no total.
O clube ainda deve receber de empréstimos terminados mais nove jogadores. Dentre os principais estão Kieza (atacante), Pedro-Ken (meio-campo) e Apodi (lateral). Esses são nomes que ainda não estão confirmados.

A diretoria ainda negociou a saída do ídolo da torcida, Fabrício (volante) – que vestirá as cores do São Paulo este ano –, Marquinhos Paraná (volante), Charles (volante), Naldo (zagueiro), Ortigoza (atacante) e Keirrison (atacante).

Roger: o físico já não é mais o mesmo
O problema da lateral irá persistir nessa temporada, nem Gilson nem Apodi devem resolver o problema. A meia cancha também está comprometida. O novo volante Amaral terá de se provar muito eficaz para ser um substituto à altura de Fabrício. É pouco para quem há um ano contava com o bom Henrique e o próprio Fabrício. A parte criativa ainda é um mistério, com Roger já se afirmando incapaz de jogar vários jogos seguidos e Montillo chateado com o Presidente Gilvan, a responsabilidade recai toda sobre o desconhecido Diego Arias, reforço trazido do PAOK da Grécia e sobre o mediano Marcelo Oliveira, vindo do Atlético-PR.

O Ataque terá a volta de Wallison, contundido ainda na Libertadores de 2011. É uma boa notícia, mas não o suficiente. A dupla de avançados, que deverá ser formada por Walisson e Walter, não impressiona nem mete medo nos adversários. Não por enquanto, pelo menos.
Para aumentar a desconfiança, o clube será regido pelo inconsistente Wagner Mancini, contratado às pressas para salvar o time do rebaixamento. Fez um bom trabalho em novembro e dezembro, mas não se espera dele times competitivos o suficiente para perdurar ao longo do Brasileirão todo.

Talvez, o único ponto sólido nesse time do Cruzeiro seja a defesa. Chefiada pelo experiente Victorino e defendida pelo ótimo goleiro Fábio, ambos identificados com a massa azul, este é o último setor com que a diretoria deve se preocupar no momento.
Portanto, cruzeirenses, façam seus exames de coração e tomem conta da saúde, 2012 promete ser um ano difícil para vocês.

Palpite: 3º no Mineiro; Oitavas na Copa do Brasil; 17º no Brasileiro (rebaixado).



11º Grande: Sociedade Esportiva Palmeiras (São Paulo)

Situação Psicológica: Kléber, o gladiador, foi embora, levou com ele o racha no elenco e o Palmeiras pôde desfrutar de um final de temporada mais calmo. Mas, foi só virar o ano, que as coisas pioraram. Os reforços escassos e a seca de conquistas provocaram a ira dos torcedores organizados. A pressão por títulos promete deixar o elenco fraco sob risco de crise à primeira derrota. Isso tudo ainda vem em dias que o ENORME São Marcos abandona os gramados, deixando os palmeirenses desorientados sem um ídolo.

Negociações: o Palestra Itália abriu pouco os cofres, trouxe apenas: Daniel Carvalho (meio campo), Román (zagueiro) e Juninho (lateral).
O time ainda deve contar com Wendel (volante), que retorna do Atlético-PR.
Deixaram o clube três jogadores: Rivaldo (meio campo), Gabriel Silva (lateral) e Kléber (atacante).

Felipão terá mais um ano difícil à frente do Palmeiras
Análise: o Palmeiras está mais fraco que na temporada passada. As perdas podem não ser grandes para outros clubes, mas no caso alviverde são. A diretoria, sem dinheiro para investir, não consegue trazer reforços que possam transformar o time. Por isso, o Palestra terá, por mais um ano, que se sustentar na habilidade do técnico Felipão em tirar mais do que os jogadores podem dar e na técnica de bolas paradas do novo capitão, Marcos Assunção. Há quem diga que El Mago Valdívia é peça importante. Poderá ser se voltar a jogar bem, por agora, é apenas mais um.
O Palmeiras é time para brigar pela permanência da séria A este ano. Com isso em mente, palmeirense, relaxe, leve seu filho e esposa no campo, aproveite os dias de futebol, não pense em títulos.

Palpite: 5º no Paulista; Oitavas da Copa do Brasil; Segunda Rodada na Sul-Americana; 15º no Brasileiro.


10º Grande: Clube Atlético Mineiro (Minas Gerais)

Situação Psicológica: após mais uma temporada ruim, poucos são os que depositam esperanças no Atlético-MG. A diretoria perdeu confiança após anos montando bons times e trazendo técnicos de qualidade. Mas, o pior ainda são as seqüelas do último jogo contra o arqui-rival Cruzeiro pelo Brasileirão 2011. A derrota rachou o clube entre aqueles que acreditam em uma jornada ruim e aqueles que têm certeza de corpo mole feito. O clima é ruim e as contrações não são significativas.

Negociações: O Galo traz reforços pontuais para o elenco enfraquecido. Rafael Marques (zagueiro), Escudero (volante), Marcos Rocha (lateral) e Danilinho (atacante). O grande feito foi conseguir manter o volante Pierre com a camisa alvinegra.
Ainda são esperados da volta de empréstimos os jogadores Nikão (volante) e Sheslon (lateral). No entanto, ambos não deverão ser utilizados pelo técnico Cuca.
O problema é que peças chaves na bela arrancada para escapar do rebaixamento, estão deixando o clube, como: Daniel Carvalho (meio-campo) e Magno Alves (atacante). Os que seguem são Gilberto, Marquinhos Cambalhota, Didira, Toró e Leandro.

Será Cuca capaz de montar um time campeão com tão pouco?
Análise: com um time que se acertou dos volantes para trás nas últimas rodadas do Brasileirão, principalmente pela chegada de Pierre e da volta do bom futebol do zagueiro Réver, o Atlético-MG sonha com uma temporada mais segura. Sem ser saco de pancadas.
Porém, o elenco continua fraco, sem meio campo e com um ataque fragilizado. A volta de Danilinho tem animado os torcedores, mas ele sozinho não carregará o Atlético-MG nas costas, não é tão bom jogador assim. O banco de reservas é fraco e não deve sustentar a longevidade do Brasileiro.
Somado a isso tudo, o técnico Cuca não tem grandes conquistas no currículo. É considerado um bom treinador, mas é difícil contar com ele para títulos. Constantemente se mostra nervoso em decisões, o que acaba por influenciar o time em campo.
Atleticanos, respirem fundo e aproveitem o Campeonato Mineiro com a volta do Estádio Independência e os jogos a Belo Horizonte, por que o resto será puro sofrimento.

Palpite: Campeão Mineiro; Quartas da Copa do Brasil; 12º no Brasileiro.


9º Grande: Botafogo de Futebol e Regatas (Rio de Janeiro)

Situação Psicológica: o fim de ano da Estrela Solitária foi melancólico. Apesar de todos enxergarem um time limitado e entender que o ano fora bom para o Botafogo com os resultados obtidos, diretoria e torcida fraquejaram. Uma crise besta derrubou o bom trabalho de Caio Jr. e colocou enorme pressão sobre o elenco para esse ano. Ávidos por títulos num estado em que só o Botafogo não ganha, qualquer tropeço poderá desencadear tempos ruins e novas trocas no comando do Bota. Para piorar, não foram feitas melhoras relevantes no plantel.

Negociações: chegam ao Fogão apenas dois novos zagueiros: Rojas e Brinner. E junta-se a eles o meio campista Andrezinho.
O clube carioca não espera nenhum retorno relevante dos empréstimos. E, quanto as saídas, apenas a de Bruno Cortês (lateral), será sentida.

Loco e Bota terão de ser mais regulares em 2012
Análise: o Botafogo mexeu pouco no plantel que, se não é fraco, também não é forte. O que significa que não se pode esperar o final dos apagões de ataques resolvidos ou das falhas defensivas. Loco Abreu, Elkeson, Maicosuel e Herrera não são confiáveis para uma longa temporada. Assim como o novo reforço Andrezinho. São todos bons jogadores, mas provaram viver de lampejos. Este é um elenco que, como um todo, deverá oscilar muito ao longo do ano. Em alguns momentos, poderá fazer frente aos principais times, mas, ao final, deve acabar atrás dos times do Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O Bota ainda enfrentará dois grandes adversários esse ano: sua diretoria invejosa, que olha ao seu redor, vê os competidores cariocas um nível acima e se sente na obrigação de fazer algo, mesmo que estúpido. A mesma regra segue para a torcida, que não agüenta mais ver os rivais em posições melhores e deve pressionar bastante os atletas esse ano.
O Botafogo é time para brigar por Libertadores esse ano, mas muitas coisas precisam se encaixar. Deve terminar com vaga na Sul-Americana.
Portanto, botafoguenses, não importa o que aconteça nesse começo de ano, empurre seu time a vitórias na Copa do Brasil e curta o futebol europeu.

Palpite: 4º no Carioca; Finalista da Copa do Brasil; Quartas na Sul-Americana; 10º no Brasileiro.



Confira quinta-feira o terceiro post da série: Os Grandes que Lutarão!

Ciao!
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Pré Temporada 2012: O que esperar do seu time? (1ª Parte)

Boleiros e amantes do futebol brasileiro,

A pré-temporada se aproxima do final, e cá estamos todos prontos para os debates futebolísticos de 2012!

Iremos apresentar durante essa semana, aqui no Arredonda, uma série de 4 posts onde iremos analisar o que cada clube que disputará o Brasileirão 2012 fez para começar a temporada. Nessa série buscaremos esclarecer a situação atual de cada time, e o que acreditamos que seja a perspectiva do ano de cada um!

Não deixem de ler a série toda!


O Limbo: os 8 times imprevisíveis

Neste primeiro post falaremos daqueles times que sempre estão lá, as vezes bem e as vezes mal, nunca sabemos. Alguns surpreendem e chegam a assustar os grandes, enquanto outros são apenas sacos de pancadas.
Sem que a ordem dos times signifique algo, seguirei a ordem alfabética.

Atlético Goianiense
O Dragão é um osso duro de roer, e vai continuar dando trabalho para todos os times, como nos últimos 2 anos. Apesar de não parecer, o Atlético vem em uma crescente constante, subiu da Série C em 2008, logo em seguida subiu para a Série A, em 2010 foi 16º e em 2011 terminou em 13º. E ainda foi semifinalista da Copa do Brasil de 2010.
O time perdeu 2 jogadores importantes, Vitor Junior, para o Corinthians, e Thiago Feltri para o Vasco. Ambas as peças já foram repostas, com o bom Elias do Figueirense e, antecipando a saída do atacante Anselmo, que fez uma boa temporada, o time já trouxe o também atacante William, do Avaí. Duas excelentes contratações considerando a capacidade financeira do clube, mostrando que a diretoria está empenhada no trabalho.
O Atlético não deve assustar, mas sim atrapalhar, vai forte para a conquista do Tri-Estadual(Goiás caiu) e deve novamente ficar nas posições medianas do Brasileirão e roubando pontos dos grandes. Em 2011, no Brasileirão, foi derrotado em casa apenas uma vez por mais do que 1 gol.
Ponto Fraco: seu elenco, sem estrelas e com a ausência de um craque.
Ponto Forte: seu estádio e sua diretoria esforçada.


Bahia
O Bicampeão Brasileiro voltou para a série A em 2010, mas não conseguiu ainda montar um time competitivo. Ano passado trouxe alguns medalhões, como Ricardinho e Carlos "Chinelinho" Alberto, que não renderam o esperado, inclusive um já saiu e o outro deve sair em breve. E ainda perdeu seu melhor jogador em 2011, o zagueiro Paulo Miranda. Já chegaram 4 jogadores para esta temporada, um deles Morais, o habilidoso ex-meia do Corinthians, mas que já passou dos 30.
A má campanha da temporada passada deve se repetir, e chegar na final do Estadual é uma obrigação, menos que isso não acalmará a torcida, que está insatisfeita. No Brasileirão o time deve novamente lutar para não cair.
Ponto Fraco: seu elenco, muito fraco tecnicamente, apesar da raça constante.
Ponto Forte: sua torcida apaixonada, que lota o estádio.

Coritiba
No 1º semestre de 2011, o Coxa fez história, com uma campanha histórica, se tornou o time com mais vitórias seguidas na história do futebol brasileiro, foi campeão estadual invicto e perdeu uma dura batalha na final da Copa do Brasil para o Vasco. O ano parecia que seria verde e branco, mas não foi bem assim....
Após a Copa do Brasil o time desandou e terminou em 8º no Brasileirão.
A diretoria se moveu bem nesse começo de ano e se livrou das peças deficientes do elenco, perdendo apenas Marcos Aurélio que era um motor do meio campo, e o atacante Bill que apagou no Nacional. Rapidamente repôs todas as peças, menos uma, apostando no experiente Lincoln e trazendo o bom Renan Oliveira do Atlético-MG. Ainda está no mercado atrás de um atacante bom e barato, negociando com Anselmo e Caio, e ainda tentando repatriar o ídolo Keirrison,que viveu seu melhor momento na carreira no Coxa.
Em 2012, o desafio será reanimar o elenco que ficou, para novamente começar o ano de forma fantástica. Se esse desafio for batido, o time pode até lutar pela Libertadores. Mas o mais provável é que volte a ficar na zona da Sul-Americana. Com a queda do maior rival, o Atlético-PR, o time começa pressionado para vencer o Estadual.
Ponto Fraco: ataque, que sem o Bill fica sem referência. Por enquanto.
Ponto Forte: seu meio campo, extremamente entrosado, com Rafinha e Tcheco.


Figueirense
O Figueira fez um 2011 excelente no Brasileirão, após se reforçar muito bem no meio do ano, conseguiu chegar nas últimas rodadas disputando vaga pela Libertadores, mas finalmente terminou em 7º.
Infelizmente em 2012 o cenário não é muito promissor, já que o time perdeu praticamente todos os bons jogadores da campanha de 2011 e repôs o elenco apenas com promessas desconhecidas, e ainda está apostando no aposentado ídolo nacional e campeão mundial de 1994, Branco, como técnico.
Se a diretoria não se movimentar novamente, o Figueirense deve perder até o Estadual para o rebaixado rival, o Avaí. E se as promessas do elenco não se concretizarem, lutará para não cair em 2012.
Ponto Fraco: seu elenco, desestruturado.
Ponto Forte: o bom olho da diretoria, que contratou bons desconhecidos 2 temporadas seguidas.


Naútico
O idoso Naútico, clube com 111 anos de vida, é detentor de uma fanática torcida, que literalmente empurra os jogadores. Em 2011 começou mal e irregular, mas se reergueu no 2º semestre e lutou para terminar entre os 4 primeiros na série B e subir novamente para a Série A do Brasileirão.
A diretoria fez boas movimentações no mercado e reforçou bem o time, elevando a qualidade técnica do time, apesar de não trazer nenhum jogador de renome. Ainda está negociando com alguns nomes interessantes, como Rafael Coelho, atacante do Avai, e lutando para segurar seu atual ídolo, Kieza.
Sua prioridade será conquistar o Estadual, surpreender na Copa do Brasil e se manter na Série A.
Desses objetivos, apenas a conquista do Estadual parece realista.
Ponto Fraco: seu elenco, fraco para o nível do Brasileirão.
Ponto Forte: seu estádio e sua torcida, invictos na Série B em 2011.


Ponte Preta
A Macaca fez uma ótima temporada em 2011, quase passou para a 2ª fase do Paulista e subiu em 3º na Série B, com uma campanha consistente. Seu elenco é mediano tecnicamente, mas está entrosado e é um grupo bastante unido.
A diretoria conseguiu manter esse elenco para 2012, e ainda trouxe 6 jogadores de qualidade duvidosa para reforçar o time e dar opções para o técnico Gilson Kleina. Apenas 2 jogadores saíram, sem maiores importâncias.
Poderá surpreender no Estadual novamente, mas não deve ir mais longe que isso. Copa do Brasil continuará sendo um sonho, e no Brasileirão, estará lá em baixo boa parte da temporada, mas acredito que se mantenha na Serie A por mérito de outros times em pior condição.
Ponto Fraco: a falta de ambição da diretoria, que não trouxe peças fortes para o elenco.
Ponto Forte: o entrosamento do time e seu treinador, que não tem medo de ousar.


Portuguesa
A Lusa surpreendeu em 2011, e brilhou, jogou na Serie B um futebol muito acima do nível esperado, que envolveu seus adversários e dominou todos os jogos, foi campeão com 7 rodadas de antecedência impondo respeito. Chega para 2012 tendo perdido apenas 2 titulares desse time, que já foram repostos, ainda houveram diversas contratações para aprofundar o elenco e aumentar as opções. Faltou um jogador mais forte, mas a Lusa sofre com o dinheiro disponível.
Em 2012 a Lusinha entra forte no Campeonato Paulista, e deve fazer uma excelente campanha. Na Copa do Brasil deverá surpreender, mas não deve ir longe, disputando com times fortes como São Paulo e Grêmio. Já no Brasileirão, se conseguir melhorar um pouco o elenco no meio da temporada, deverá ir bem, mas não deve passar do meio da tabela.
Ponto Fraco: um jogador habilidoso para dividir a responsabilidade com o Edno.
Ponto Forte: tem o time mais entrosado dos 8 aqui citados.


Sport
O Sport sofreu para voltar para a elite do futebol brasileiro em 2011, terminando em 4º na Serie B. A diretoria nem precisou se esforçar muito para manter a base do time, visto a baixa qualidade técnica da maioria. Ainda assim, mais de 10 jogadores saíram, os reforços são bons e inesperados, vieram os meias Marquinhos e Rivaldo, do Inter e Palmeiras respectivamente, e o zagueiro Ailson do Guarani, entre outras peças de elenco. O ídolo Marcelinho se mantém como melhor jogador do time, mesmo com 36 anos.
Em 2012 o time não terá dificuldades no Estadual e estará na final. Nas outras competições do ano, somente a raça poderá trazer algum fruto, jogar em Recife costuma ser ruim para todos os outros clubes, e esse será o trunfo do Sport novamente. No Brasileirão, se não cair haverá festa, mas com certeza roubará pontos valiosos dos grandes.
Ponto Fraco: baixo nível técnico do time.
Ponto Forte: seu estádio, que costuma assustar os times grandes.


Assim termina a primeira análise da série, e amanhã tem a 2ª parte!
Lembrando que é apenas uma opinião, e que o verdadeiro debate deve acontecer nos comentários!

Tem uma opinião diferente?? Comente!
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Corinthians e seu negócio da China

Amigos sofredores,


Nesta altura do campeonato todos vocês já devem ter lido que o Corinthians contratou Zhizhao. Quem? Zizou? Não. Apesar de o craque francês estar em melhor forma que Adriano, não foi desta vez que ele veio jogar no Brasil. Trata-se de Chen Zhizhao, jogador chinês de 23 anos que não está aqui para jogar futebol, mas sim para abrir as portas do mercado oriental para o Corinthians. Se o objetivo disso é mesmo ver os bilhões de chineses andando por aí com a camisa alvinegra, sinto dizer que não dará certo.

Chen Zhizhao nasceu no dia 14 de março de 1988 e começou a jogar nas categorias de base do Shanghai Shenhua, para depois transferir-se para o Citizen, onde jogou de 2007 até 2009. Após esse período, foi para o Nanchang Hungyuan, seu time atual, que emprestou-o para jogar no Corinthians em 2012. É um atacante que joga pelos lados do campo e, segundo o gerente de futebol corinthiano Edu Gaspar, está acima da média chinesa.

Não estou aqui para discutir a qualidade de Zhizhao como jogador de futebol, até porque nunca o vi jogar (YouTube não conta, lá até o Defederico é craque). Mas convenhamos que não precisa ser nenhum fora de série para estar acima da média do futebol chinês, país que disputou apenas uma Copa do Mundo, em 2002, e tomou de 4x0 de um Brasil em ritmo de treino na ocasião. Assim sendo, acredito que Zhizhao não vem para acrescentar em nada o ataque do Corinthians, que já conta com Liedson, Willian, Emerson Sheik, Adriano, Jorge Henrique, Élton, Gilsinho e Bill. Ok, os dois últimos também não são muito bons, mas isso fica para outro post. O fato é que, com tantos atletas da mesma posição, dificilmente Zhizhao terá muitas oportunidades no time titular durante o ano.
Chen Zhizhao com o agasalho do Nanchang

Agora resta a sua utilidade como jogada de marketing visando a expansão da marca Corinthians no mercado chinês. Trazer um jogador com esse objetivo é uma ideia interessante, mas é uma aposta e, por isso, teria maior chance de dar certo se fosse feita com um grande ídolo que joga num tradicional clube. Infelizmente, não é esse o caso.

O Nanchang Hungyuan é um time que, apesar de jogar a Chinese Super League, é muito recente, já que foi fundado em 2004. Além disso, os últimos anos não foram competitivos, já que em 2010 a equipe terminou a primeira divisão em 13º e em 2011 em 14º. Detalhe: a Chinese Super League é formada por apenas 16 times com dois deles sendo rebaixados, ou seja, por uma posição o Nanchang não foi para a segunda divisão. Os números mostram o quão ruim foi a campanha: 30 jogos, 8 vitórias, 5 empates e 17 derrotas, tendo marcado apenas 20 gols e sofrido 41. Pior: em função de problemas que teve com a diretoria do clube, Chen Zhizhao não foi aproveitado na equipe titular durante o ano inteiro, ao contrário de 2010.

Além disso, ao ser perguntada sobre o jogador, a própria população chinesa o desconhecia completamente! O que levou o competente corpo de marketing do Corinthians a acreditar que um jogador desconhecido vindo de um clube secundário da China e que não participa de um jogo oficial há muito tempo seria de grande valia para expandir o nome do Corinthians no mercado asiático? Como eu disse anteriormente, a ideia é interessante, mas então que venha o Neymar chinês e não o Joãozinho.

Enfim, concordo que é cedo para chamar essa ação de fracasso, mas há de se convir que ela tem tudo para ser. Se for mesmo, que o Corinthians aprenda com esse erro e saiba tirar o que ele tem de melhor. Se der certo, parabéns ao marketing do clube, que mais uma vez surpreendeu o Brasil com uma ação extremamente inovadora.


Um abraço a todos!
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Henry, o maior dos Gunners

Amigos sofredores,


O maior jogador da história do Arsenal está de volta. E com gol! Thierry Henry brilhou em sua "estreia" pelos Gunners ao marcar o único tento do jogo e garantir a vitória da equipe contra o Leeds pela FA Cup. O retorno, mesmo que breve - assinou um contrato de empréstimo de 2 meses junto ao New York Red Bulls - não representa apenas a contratação de um grandíssimo e experiente jogador, mas também um motivo de delírio da fanática torcida por ver a camisa vermelha ser vestida novamente pelo craque de um time que na temporada 2003/2004 não foi derrotado por ninguém.

Thierry Daniel Henry nasceu em 17 de agosto de 1977 na pequena cidade de Les Ulis, cerca de 30km a sudoeste de Paris. Quando criança, chamou atenção de todos pela sua qualidade inquestionável como jogador de futebol até que, aos 13 anos, foi jogar nas categorias de base do Monaco, onde ficou até 1998. Aliás, esse foi um ano extremamente marcante para Henry: recebeu sua primeira convocação para a seleção francesa; foi campeão do mundo pelos Bleus, sendo titular em seis das sete partidas na Copa do Mundo; e foi contratado pela Juventus, onde jogou apenas 16 partidas antes de ser vendido, em 1999, para o Arsenal, time onde faria história. Em 2007 transferiu-se para o Barcelona, onde ganhou importantes campeonatos e, em 2010, foi jogar a Major League Soccer pelo New York Red Bulls.

O desempenho de Henry pelos Gunners foi fora do normal. As oito temporadas em que o atacante esteve no elenco foram as mais vitoriosas da história do clube, com 11 títulos conquistados, além do vice campeonato da Champions League. Durante essa primeira passagem, ele se tornou o maior artilheiro da história do clube, com 226 gols em 370 jogos, tendo uma boa média de 0,61 gol por jogo. Dentro de campo, além de craque e artilheiro, Thierry era um líder. Conhecia como poucos os atalhos de Highbury e transmitia muita confiança para todos os seus companheiros. Sabe aquela sensação "posso tocar pra ele a hora que eu quiser que ele resolve"? Pois é. Esse era Thierry Henry no Arsenal. Não à toa foi conquistando a função de capitão da equipe com o passar dos anos. Mas não são apenas esses fatos que o credenciam como grande craque da história do time.

Na temporada 2003/2004, o clube conquistou algo praticamente inimaginável: venceu a Premier League de maneira invicta, com 26 vitórias e 12 empates. O time histórico tinha a seguinte escalação: Lehmann; Lauren, Campbell, Kolo Touré e Ashley Cole; Gilberto Silva, Patrick Vieira, Pires e Ljungberg; Bergkamp e Henry. O atual camisa 12 foi o melhor jogador dos Gunners no campeonato, além de ter sido artilheiro da competição com notórios 30 gols. As brilhantes atuações que Henry teve durante essa temporada foram fundamentais para manter o time jogando o melhor do futebol. Impossível esquecer seu hat-trick na virada por 4x2 contra o fortíssimo Liverpool, no Highbury. A taça foi confirmada após empate em 2x2 contra seu maior rival, o Tottenham, em pleno White Hart Lane.

Momento mais comum de Henry no Arsenal  

Aliás, esse jogo contra o Liverpool foi o grande jogo do Arsenal no campeonato por diferentes aspectos. A equipe tinha acabado de ser eliminada da FA Cup e da Champions League e, por isso, havia muita desconfiança nos lados de Highbury. O Arsenal tinha que provar que não era um cavalo paraguaio e seguiria firme e forte na disputa da Premier League. Entretanto, o jogo não começou bem para os Gunners: logo no início, Samy Hyypia abriu o placar para os Reds. Thierry Henry empatou, mas ainda no primeiro tempo, Michael Owen deixou novamente o Liverpool na frente. Intervalo de jogo: 2x1 para os visitantes e um Arsenal tenso vai ao vestiário ouvir o que o treinador Arsene Wenger tinha a dizer. Na volta para a segunda etapa, um time renovado, forte e que não perdoava: Pires prontamente empatou a partida e deixou o Arsenal mais vivo do que nunca. O terceiro tento foi uma pintura. Henry ignorou a presença de diversos adversários, entrou driblando na área e deu apenas um tapa na bola com a chapa do pé direito: 3x2 e o Highbury explode! Após alguns minutos, o francês, sempre ele, martelou o último prego do caixão do Liverpool e sacramentou a vitória: 4x2 histórico, o Arsenal dava adeus à desconfiança e andava muito mais forte em direção ao título.

Outros momentos de Henry com a camisa do Arsenal também foram marcantes. No último jogo que a equipe disputou em seu antigo estádio, o Highbury, a noite de 7 de maio de 2006 tinha que ser do atacante: hat-trick e vitória dos Gunners por 4x2 contra o Wigan Athletic. Além disso, em 2008 foi eleito pelos torcedores o maior craque da história do Arsenal, estando à frente de nomes como Tony Adams e David Seaman. Isso é muito grande.

Tão grande quanto a galeria de títulos que o francês tem na carreira: Copa do Mundo e Eurocopa pela seleção; dois campeonatos ingleses pelo Arsenal; um campeonato espanhol e uma Champions League pelo Barcelona. Isso para citar apenas a parcela mais importante das suas conquistas. Além disso, em 2003 e 2004 foi eleito o segundo melhor jogador do mundo pela Fifa. No primeiro ano foi derrotado por Zidane e no segundo por Ronaldinho Gaúcho. E pela seleção francesa, o atacante também é o recordista de gols, com 51 tentos em 117 jogos.



25 Gols de um Craque: Qual seu favorito?

Enfim, motivos não faltam para credenciar Henry como o maior jogador da história do Arsenal e um dos maiores da França. O retorno de um atleta deste tamanho será muito bom para o clube, que terá um grande jogador a mais no elenco. Sem dúvidas ele será fundamental nos jogos da Premier League e no mata-mata da Champions League, onde o adversário é o poderoso Milan. Já para a torcida, a volta do seu ídolo é motivo de euforia, de vestir novamente a camisa com as inscrições do seu nome e de lembranças da época em que nenhum inglês se atreveu a derrotar os Gunners.


Um abraço a todos!
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São Marcos: Quando um Santo se aposenta!

Carisma
Marcos Roberto Silveira Reis, Marcos, Marcão ou ainda e somente, São Marcos

Foram 20 anos como goleiro da equipe principal do Palmeiras, aproximadamente 12 como titular absoluto e incontestável da posição. Marcos surgiu para o mundo em 1992, em um amistoso, onde terminou o jogo deixando o que viria a ser sua marca registrada: um pênalti defendido.

Marcos ganhou sua posição após a saída do ídolo Velloso, no ano de 1999, mesmo ano em que começou a se consagrar como ídolo palmeirense e santo das defesas milagrosas. Naquele mesmo ano ele atingiu seu auge, que durou até a Copa do Mundo de 2002. Em três temporadas, disputou e foi decisivo nas três edições da Libertadores disputadas pelo Palmeiras. Deu a vitória a seu time em 5 ocasiões defendendo penalidades, sendo que uma delas garantiu o título da Libertadores de 1999.
Em cima: Marcos, Arce, Júnior, C.Sampaio, Roque Jr., Jr. Baiano.
Em Baixo: Alex, Rogério, Paulo Nunes, Oséas, Zinho.
Mas talvez, maior do que o título, naquela Libertadores São Marcos deu para a torcida alviverde provavelmente, o maior e melhor motivo para avacalhar com a torcida rival. Um combate direto com o maior ídolo corintiano da época, também chamado de Pé-de-Anjo, devido a sua precisão nos chutes: Marcelinho Carioca.
O resultado o Brasil inteiro conhece, e as torcidas rivais jamais irão esquecer esse momento decisivo da história de ambos os clubes. Esse instante mudaria tudo....

O pênalti que valeu por um título histórico...

Nesse tempo se consagrou pelo Palmeiras e em seguida pela Seleção Brasileira, se tornando um dos poucos, talvez o único, jogador unânime na escalação da seleção do penta, e após aquela fatídica Copa ele entraria para o seleto grupo de jogadores amados e idolatrados pelo povo brasileiro. Fez uma Copa histórica e inquestionável, e para muitos foi melhor goleiro do que Oliver Kahn, com defesas incríveis, e muita segurança embaixo das traves.
Após essa competição, Marcos deixou de ser ídolo palmeirense e passou a ser um herói Nacional. 
Defesa mais difícil da Copa de 2002, segundo a FIFA
Falar das inúmeras conquistas de Marcos e de sua importância para o Palmeiras é fácil, é comum, chega a ser até repetitivo. Mas além disso, dentro do meio esportivo, ele é considerado por todos um grande esportista, alheio a confusões e brigas, sempre com um carisma ímpar, uma felicidade genuína e 100% autêntico. Autenticidade reverenciada pela mídia, que sempre abordava o goleiro para ouvir suas declarações sinceras sobre os maus momentos do time, sem papas na lingua, Marcão dizia o que pensava e não media palavras, nem palavrões. E mesmo assim, não há  uma declaração negativa de Marcos em lugar nenhum, não há desafetos em nenhum lado que se olhe.
E no futebol, meu amigo, isso é raro, muito raro.

Acima da sua capacidade como goleiro e de todos os méritos conquistados como jogador, São Marcos teve a capacidade de se tornar uma unanimidade em todos os locais que passou.
Teve o dom de se tornar um jogador idolatrado e uma pessoa admirada por todos, inclusive seus rivais.

Dia 4 de Janeiro de 2012, esse exemplo anunciou sua aposentadoria dos gramados. Foram 532 jogos pelo Palestra e 29 pela Seleção, 16 títulos e muitas lesões superadas.
O futebol perde um gigante. Principalmente para o Palmeiras, que sofre para encontrar um novo ídolo.
Mas agora Marcos tem a chance de integrar a Comissão Técnica Palmeirense e continuar a dar alegrias para a torcida. Resta ver o que ele fará.


São Marcos, já beatificado e santificado pela torcida alviverde, será para sempre glorificado e homenageado. Merecidamente.
Afinal, já viram um Santo sem fiéis?!


Boa sorte daqui para frente Marcão!
E um grande obrigado pela alegria proporcionada ao Brasil!
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