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Final de Semana de Campeões

A pré temporada dos grandes times brasileiros acabou. Os campeonatos regionais foram encerrados nesse final de semana e seus vencedores já nem comemoram mais. Em meio a uma profusão de taças levantadas neste domingo, apenas algumas valem destaque - e nem todas estão dentro do país.

Manchester é finalmente Azul
Na Inglaterra, o novo lado poderoso do futebol da Rainha, os cidadãos azuis de Manchester, ergueram o caneco após longos e sofridos anos assistindo o domínio do United. Um título, que por mais aguardado, vem de uma temporada fraca dos times britânicos. Foi estranho, um United de jogo feio, truncado e sem a qualidade dos últimos anos. Liverpool, Arsenal e Chelsea com enormes altos e baixos. O Manchester City mereceu, mas não deve sonhar alto para 12/13 se as coisas não mudarem por lá.

Na Espanha, o Real Madrid fechou o campeonato acima dos 100 pontos e Mourinho desfilou triunfante sobre o Barcelona na sua segunda temporada à frente do clube merengue. Ele conseguiu, de novo, vencer os rivais (a exemplo do que fizera quando comanda a Inter de Milão em 2010). Dessa vez, o resultado não foi no palco internacional da Liga dos Campeões por incompetência dos dois maiores times do mundo, que não conseguiram a sonhada vaga para uma final histórica entre ambos. Mas, mesmo assim, o técnico português conseguiu um belo estrago na Catalunha. Pep, o treinador de uma das equipes mais fantásticas e vitoriosas de todos os tempo, caiu. Uma nova era começa para o Barça depois de uma temporada frustrada (após muitas de excelência). Um novo – provavelmente tão bom quanto o outro – Barcelona deve surgir, porém diferente. Veremos se o estilo de jogo era de Pep ou da tão aclamada filosofia de futebol do Barcelona.

A Squadra invicta da Itália
Na Itália a Juventus se reergueu em grande estilo, depois dos escândalos das apostas há algumas temporadas atrás, e foi campeã invicta. Num campeonato onde o velho estilo italiano voltou, jogos truncados e feios, decididos com raça e gols chorados, a Velha Senhora fez o que sempre soube fazer. Não perder. Um time extremamente seguro e regular, incapaz de ser batido por qualquer outro, caminhou sempre bem ao longo do campeonato. Mesmo que não tenha sido brilhante, nunca se duvidou que brigariam pelo Scudetto e, já nas últimas rodadas, não havia nem mais a hipótese de perdê-lo. Turim deve ser uma cidade que vai vibrar na Champions League do ano que vem, a Juve é novamente um time forte e cascudo. Ninguém passará fácil por essa renovada squadra.

E no Brasil, algumas equipes utilizaram bem os torneios regionais para chegarem preparadas ao Brasileiro (final de semana que vem) e para continuar na escalada rumo a títulos mais importantes, como Libertadores e Copa do Brasil. O Coritiba se mostrou mais uma vez um time forte no início do ano, jogando um campeonato paranaense regular e mostrando uma equipe que sabe o que faz em campo. O esforço valeu a taça Paranaense num emocionante Atletiba que foi decidido nos pênaltis. É hoje o meu candidato favorito para levantar a Copa do Brasil.


Tricolor das Laranjeiras erguendo o Carioca
Neymar e Ganso: eles sabem
Por fim, é preciso falar de Fluminense e Santos. Os dois melhores times do Brasil no momento, junto do Corinthians. Ambas as equipes arrasaram seus adversários nas finais estaduais e carregam nas costas ótimas atuações das oitavas da Libertadores. O Fluminense soube vencer o Inter, e atropelou o Botafogo com autoridade para ser campeão Carioca. Já o Santos humilhou o Bolivar e jogou fácil para erguer o Paulistão contra o Guarani. Os dois entram em semana decisiva e de jogos complicados pela Libertadores, mas entram fortes e impondo respeito diante dos adversários. O Velez (enfrentará o Santos) e o Boca Juniors (pega o Flu) com certeza estão temerosos. Aposto nos dois times brasileiros para seus duelos. Eles souberam usar a pré temporada dos regionais.

Que a temporada brasileira comece e que a final da Champios League se prove digna de uma final!

Ciao!



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Liga dos Campeões - A Final que ninguém esperava!

Amigos sofredores,

Fomos surpreendidos novamente. Terry foi expulso, Ramires fez golaço, Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi perderam pênalti, o Barça completou o terceiro jogo em sequência sem vitória e até Fernando Torres fez seu gol. Ingredientes não faltaram para garantir incríveis semi finais da UEFA Champions League, que terá seu ato final encenado, para surpresa de todos, por Chelsea e Bayern.

Terça-feira, no Camp Nou, tudo parecia conspirar a favor do Barcelona. Gol de Busquets, cartão vermelho para Terry e gol de Iniesta. Muitos acharam que o time espanhol iria atropelar os Blues, mas o golaço de Ramires, aos 46' da etapa inicial deu grande ânimo para o Chelsea, que jogou o segundo tempo com inteligência e contou com a sorte. Os ingleses conseguiram segurar o melhor time do mundo e viram o craque maior, Lionel Messi, parar na trave de Petr Cech numa cobrança de pênalti. Depois de sofrer muita pressão, o Chelsea aplicou o golpe final no Barcelona após um chutão que deixou Torres na cara gol. Aí nem ele conseguiu perder e, após driblar Valdés, fechou o caixão do Barça. Os Blues estavam de volta à final e o sonho de muitos em assistirem à grande final entre Barcelona e Real Madrid estava acabado.

Ramires abre o caminho do Chelsea para a final

Quarta, no Santiago Bernabéu, o Real Madrid também começou avassalador: com 14 minutos, o jogo já estava 2x0 para os merengues. Entretanto, os tentos de Cristiano Ronaldo foram ameaçados pelo gol de Robben, ex-Madrid, de pênalti, e pelo bom futebol jogado pelo Bayern, que deu muito trabalho para a defesa adversária. Mas não houve mais nada: prorrogação e, depois, as grandes penalidades. Obviamente, tivemos mais surpresas. Não, não estou duvidando da capacidade dos monstros Casillas e Neuer, até porque precisa ser muito bom para defender cobranças de Kroos, Lahm, Kaká e Cristiano Ronaldo, mas creio que poucos esperavam que jogadores de qualidade tão alta perderiam suas cobranças. O tiro de meta cobrado por Sérgio Ramos dispensa comentários. Com isso, deu Bayern.

Neuer opera um dos seus milagres no penal de CR7

Claro que classificações tão difíceis têm seu preço: sete jogadores estão suspensos e, por isso, não jogarão a final. Terry, Ivanovic, Raul Meireles e Ramires, pelo Chelsea, e Alaba, Badstuber e Luiz Gustavo, pelo Bayern, estão fora do jogaço de 19 de maio. Pelo fato de os desfalques dos Blues serem mais significativos e pelo jogo ser disputado na Allianz Arena, coloco o Bayern como favorito ao título. Claro que nesta altura do campeonato isso não quer dizer muita coisa, ainda mais depois dessas semi finais, mas vejo o time da Bavária mais redondo que os ingleses.

Favoritismos à parte, vai ser um jogaço. São dois times fortíssimos fazendo uma final inédita e inesperada. Por isso, meu amigo, reserve a tarde do seu sábado no dia 19 de maio. Seja em casa, no bar, nos cinemas 3D ou até no próprio Allianz, assista a essa partida e curta mais uma final de Champions League que vai ficar para a história. Munique vai ficar pequena!


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Barcelona x Real Madrid - Um Superclássico para o título!

A semana começou boa com os jogos da surpreendentes da Champions e com os bons jogos da Libertadores, mas esse fim de semana seremos brindados com um dos melhores jogos do planeta!


Barcelona e Real Madrid, esses dois clubes estão entre os maiores do mundo em vários quesitos, riqueza, jogadores, torcida, história, títulos. Mas na hora que ambos entram em campo tudo é esquecido, e só o que importa é quem sairá vencedor de um dos maiores Superclássicos do Planeta!

O jogo de sábado estará envolto em outros diversos fatores, Mourinho, o técnico merengue, só venceu o Barcelona uma vez, na final da Taça do Rei da temporada passada, um título de consolação, pois viria a perder o Espanhol e a semi final da Liga dos Campeões para o Barcelona de Guardiola. Mourinho já não aguenta mais, crítica o Barça em todas as coletivas de imprensa, reclama da arbitragem, vencer o time catalão virou uma cruzada pessoal do português, e não será uma tarefa fácil.

O Real Madrid já esteve 10 pontos a frente do rival, e poderia estar com o título Espanhol nas mãos e se concentrando na Liga dos Campeões, mas tropeçou nos próprios pés e deixou o Barcelona se aproximar, agora a diferença são de 4 pontos, o que faz com que o clássico seja de uma importância gigante.
Para o Barça, vencer significa deixar a corrida pelo título em aberto e com reais chances de vitória catalã, enquanto que para o Real, vencer significará afastar o Barcelona e praticamente garantir o título.

Ambos os times perderam seus encontros na Champions, o que só traz mais pressão para o clássico, pois vencer poderá dar a motivação extra para superar o desafio internacional da próxima quarta feira. Para Mourinho, esse jogo poderá definir seu futuro a médio prazo, pois se não for capaz de superar o Barça no Espanhol, além de correr o risco de perder o título e chegar desacreditado em uma possível final da Liga dos Campeões contra o Barcelona, ainda chegará ao final da temporada com pouco apoio da diretoria, que já não aguenta mais perder para os rivais.
Tensão sempre presente no Superclássico
Nos últimos dois confrontos entre os dois times, Mourinho apareceu com novidades no time, que fizeram o Real jogar bastante melhor contra o Barça, mesmo eliminado na Semifinal da Taça do Rei desta temporada, o Real jogou bem e não saiu criticado apesar da insatisfação com a eliminação. Nos dois confrontos o Madrid pressionou a saída de bola com afinco, e encurtou espaços no meio de campo, congestionando a saída de bola do Barça, não muito diferente do que fez o Chelsea na última quarta. O resultado veio para ambos os clubes quando jogaram fora de casa, mas jogar no Camp Nou prova ser um desafio maior, pois o gramado do estádio catalão é maior, possui 10m a mais de comprimento e largura que o campo do Chelsea por exemplo, o que facilita o toque de bola e dificulta a marcação.

Creio que Mourinho tentará surpreender esse sábado, com algum esquema diferente do que o Real vem fazendo normalmente, mas a não ser que o português acerte em cheio o esquema que consiga combater o Barça. Os madrileños sofrerão novamente uma dura derrota no Camp Nou.

Que venha o jogo de sábado!!!
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APOEL - O milagre do Chipre

Esta temporada, qualquer fã de futebol que acompanha a Liga dos Campeões deve ter se deparado com a seguinte pergunta: "APOEL?? Da onde veio esse time?!"

Eu nunca tinha ouvido falar desse time, você nunca tinha ouvido falar desse time, pensando bem, acho que alguns dos adversários do Apoel não tinham ouvido falar deles até a hora do sorteio de grupos. Bom, mentira, pois esse time oriundo do Chipre, havia disputado a fase de grupos da Champions 2 anos antes, na temporada 2009/2010, quando enfrentou na fase de grupos o Chelsea, o Porto e o Atlético de Madrid, mas acabou eliminado sem vencer nenhum jogo.

Aliás, destino comum na Liga para os times de menor expressão, já vimos muitos times de menor expressão na fase de grupos, e por via de regra todos eles são sacos de pancadas que ficam pelo caminho e ninguém se lembra o nome deles na temporada seguinte, o que nos traz ao tema deste artigo: Como o Apoel chegou até as quartas de finais?

O time cipriota fez por merecer sua chegada impressionante em fase tão avançada do campeonato europeu, há 16 anos atrás, em 1996, o clube passava por dificuldades financeiras e como solução, transformou o Futebol do clube em uma empresa, com sócios, contrato e investimento anual. E então passou a ser gerido com profissionalismo, comum a tantos clubes europeus e ausente nos gramados brasileiros, iniciou uma reestruturação, reformou instalações, melhorou seu staff, criou uma academia de jovens e passou a procurar bons jogadores fora do país.
Hoje o clube conta com aproximadamente 7000 sócios, tem uma média de 10000 torcedores por jogo, e o recorde de público do país, quando um pouco mais de 23000 pessoas lotaram o estádio GSP, o maior do Chipre, no jogo das oitavas da liga dos campeões, contra o Olympique Lyonnais da França.

A partir da década passada, mesmo desconhecido para nós, passou a ser frequentador comum da fase classificatória da Liga dos Campeões, mas só em 2009 finalmente se classificaram para a fase de grupos.
Nesse ano, mesmo não fazendo uma boa campanha, o Apoel impressionou, pela capacidade tática e pelo fanatismo de seus torcedores. Foram 3 derrotas e 3 empates, sendo que um dos empates foi contra o Chelsea, em Stanford Bridge, dia em que 7000 fãs do time viajaram até Londres só para apoiar o time.

Nesta temporada os cipriotas aprenderam o necessário para realizarem o milagre que nós vimos na atual temporada, vieram mais preparados e surpreenderam em todos os jogos que disputaram no grupo em que estavam Porto, Zenit e Shakthar. Invictos, o time do técnico Sérvio, Ivan Jovanovic se classificou para as oitavas, vencendo 2 jogos em casa e empatando os 3 fora de casa, no último jogo em casa contra o Shakthar perdeu por 0x2, mas com o time reserva.
Neste momento, o sorteio contra o Lyon nas oitavas foi um presente, o time francês se encontrava em má fase, e havia passado por pouco para as oitavas, entretanto é um time muito mais forte que o Apoel, pelo menos no papel, e assim pensavam todos até a hora do jogo.
Comemorando um título: a vitória sobre o Lyon
O primeiro jogo, na França, foi dificílimo, e pela primeira vez os críticos realmente observaram o time cipriota jogando, e todos nós pudemos notar a capacidade tática desse time limitado, sem nenhum jogador com brilho próprio ou algum esquema tático mirabolante, o Apoel apenas é capaz de executar aquilo que seu treinador pede, quase a perfeição, os jogadores fazem exatamente aquilo que é esperando dentro de campo, sendo que o técnico conhece exatamente as limitações de seus comandados. Parece um futebol robô, mas a verdade é que há muita dedicação e vontade por parte do elenco, a ponto de conseguir sufocar os adversários com uma marcação precisa atrás do meio de campo e partir em contra ataque.
O Apoel foi derrotado fora de casa, e venceu em casa, com o resultado agregado sendo de 1x1, e levando o jogo para os pênaltis, em um GSP Stadium lotado de cipriotas confiantes no sucesso do time. Na emocionante disputa de penaltis o Chipre inteiro sorriu, viu o milagre ocorrer, o time venceu por 4x3 e comemorou como se fosse um título a classificação para as quartas de finais.

Nas quartas o sorteio foi menos generoso, o adversário é o Real Madrid, time cujo folha salarial mensal poderia pagar mais de 5 anos de salário do elenco do Apoel. O 1º jogo, no Chipre, foi um massacre, apesar da boa partida realizada pelos cipriotas, o jogo terminou 0x3, e dificilmente o placar será revertido no jogo de volta. Entretanto após a derrota, o time saiu aplaudido de campo pelos seus 23000 torcedores que puderam sentir o orgulho de chegar tão longe na maior competição de clubes do mundo.
Até mesmo Mourinho elogiou o time e sua capacidade, e se disse impressionado com o que o clube jogou e mostrou apesar da enorme diferença de capacidade financeira e estrutural para o Real Madrid.

O time não foi bom o suficiente para ser campeão, mas será que bom o suficiente não é relativo? Ou você acredita que os torcedores do Apoel estão desapontados?
Ficará a lição de disciplina e superação desse time que espantou todos os apaixonados por futebol, e nos fez lembrar porque amamos tanto esse esporte!
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