Os Lutadores: 4 grandes para cumprir tabela
Neste post
abordaremos os times que, se não são ruins o suficiente para lutar contra o
rebaixamento, também não são fortes o bastante para enfrentar as principais equipes
do cenário nacional. Ou seja, são aqueles times que poderão brilhar em alguns momentos
do ano, mas não devem erguer as principais taças.
8º Grande: Clube de Regatas do Flamengo (Rio de
Janeiro)
Situação
Psicológica: o
clube de maior torcida do Brasil e das Américas está – pasmem – imerso em uma
crise. O Flamengo virou o ano amargando uma reta final insossa de Brasileirão,
salva, mas não apagada, pela vaga garantida à Libertadores. E, para agravar, o
ano novo trouxe problemas financeiros recorrentes e atrasos nos salários dos
jogadores. Esse cenário culminou num enorme desgaste entre diretoria, comissão
técnica e atletas. O ambiente não poderia ser pior na Gávea, especialmente às vésperas
de jogo eliminatório pela principal competição do clube no ano, a Libertadores.
Negociações: a polêmica presidente Patrícia
Amorim só conseguiu trazer três caras novas para vestir o manto rubro-negro
este ano. São eles: Magal (lateral), Itamar (atacante) e Gonzáles (zagueiro).
Retornam de
empréstimos Camacho (meio campo) e o, uma vez badalado, Kléberson (meio campo).
A princípio nenhum dos dois deve ser peça importante nos esquemas táticas do
técnico Vanderlei Luxemburgo.
Para complicar
a situação, o clube perdeu para a temporada os jogadores Fierro (atacante),
Egídio (lateral), Ronaldo Angelim (zagueiro) e Thiago Neves (meio campo). Ainda
estão pendentes, devido situação de atraso de salários Alex Silva (zagueiro) e
Ronaldinho Gaúcho (meio campo).
 |
| R10 - ainda existe espaço para ele? |
Análise: o Flamengo perdeu uma grande peça,
Thiago Neves, para o maior rival, o Fluminense. Além disso, seu técnico,
irritado com a postura desleixada de jogadores com salários atrasados, em
especial de Ronaldinho Gaúcho, parece com dias contados na Gávea. Ou seja, entre
problemas financeiros, reforços fracos e uma pré-temporada conturbada, o
rubro-negro não parece ter um time – seja na parte individual como em conjunto –
pronto para encarar o ano.
O elenco do
ano passado era forte, mas não rendeu. Em 2012, a equipe está enfraquecida e
tem o maior objetivo do ano pela frente, todo destroçado. Vai encarar o Real
Potosí, no Peru, pela fase preliminar da Libertadores. É um jogo divisor de
águas na temporada, avançando, o Flamengo deve encontrar paz, caso contrário,
está fadado a um ano em que nada acontecerá.
O Flamengo
não é time para levantar nenhum caneco esse ano. Torcedor rubro-negro,
aproveite a cidade maravilhosa e aprecie bons finais de semana na praia. Futebol
não é para você em 2012.
Palpite: 3º no Carioca; Oitavas na Libertadores;
9º no Brasileiro.
7º Grande: São Paulo Futebol Clube (São Paulo)
Situação
Psicológica: o
Tricolor Paulista traz nos ombros o peso de duas temporadas ruins em 2010 e
2011, sem títulos e sem a acostumada vaga para Libertadores. Por isso, os
atletas entrarão em campo pressionados pela torcida, conhecida pela falta de
paciência.
No entanto,
o eterno presidente Juvenal Juvêncio, depois de muitas críticas, se mexeu e
reforçou o time, buscando criar uma nova cara ao São Paulo de 2012. Portanto,
totalmente reformulado, o elenco são-paulino está confiante, afirmando garra
nos jogos. A situação é de paz no Morumbi.
Negociações: disposto a fazer grande mudança a
diretoria investiu pesado, por isso, o torcedor poderá ver muitas novas caras
pelo Morumbi esse ano. São elas: Cortês (lateral), Edson Silva (zagueiro),
Paulo Miranda (zagueiro), Fabrício (volante), Maicon (meio campo) e Jadson (meio campo). Ainda é
esperada a contratação de Osvaldo (atacante).
O Tricolor
ainda conta com o retorno de Cléber Santana (meio campo). O jogador, no
entanto, ainda não tem garantias de que fará parte do elenco.
Ao mesmo
tempo que muitos chegam, muitos deixam. Política de reformulação total. Para
isso, o clube se desfez de: Carlinhos Paraíba (volante), Rivaldo (meio campo), Jean
(lateral), Xandão (zagueiro), Marlos (meio campo) e Dagoberto (atacante).
 |
| Fabuloso: falta alguém ao lado dele |
Análise: a manutenção da paz para o São
Paulo, que vem confiante com as mudanças feitas, dependerá dos primeiros
resultados no ano. Em caso positivo, o time tem um elenco razoável para
disputar títulos de tiro curto como o Paulistão e a Copa do Brasil. Em caso de
derrotas, a pressão da torcida será enorme, podendo desestabilizar o time, o
que deve mostrar as deficiências da equipe são paulina.
Sem saídas
para a lateral direita, contando apenas com Piris, esse deve ser um setor muito
explorado pelos adversários. O time ainda não tem uma dupla de ataque de peso,
muito menos profundidade suficiente para aguentar o ano inteiro lá na frente,
só Luis Fabiano não dará conta.
Portanto, o
São Paulo deste ano é novamente um time de campanha mediana. Torcedor são paulino,
aproveite a primeira metade do ano, mas em nenhum momento sonhe mais alto do
que um campeonato paulista.
Palpite: Campeão Paulista; Semi-finalista
Copa do Brasil, Oitavas na Sul-Americana, 6º no Brasileiro.
6º Grande: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
(Rio Grande do Sul)
Situação
Psicológica: desde
começo de novembro do ano passado, o Grêmio já sabia que não seria rebaixado,
nem que jogaria a Libertadores. Com isso em mente, o time se preparou e se
reforçou para 2012, dando nova cara ao elenco e a comissão técnica. Os reforços
são bons e o técnico Caio Jr. tem identificação com o clube e bons trabalhos
recentes – como o fraco Botafogo no ano anterior. O clima é de grande confiança
para os Borrachos Azuis de Porto Alegre.
Negociações: a diretoria gremista trouxe os
seguintes nomes para o Olímpico: Pablo (zagueiro), Marco Antônio (meio campo),
Léo Gago (volante), Sorondo (zagueiro), Marcelo Moreno (atacante), Kléber
(atacante).
Vão embora:
Rafael Marques (zagueiro), Escudeiro (volante), Rodolfo (zagueiro), e mais
Everaldo, Wesley, Maylson e Adilson.
 |
| Gladiador joga ou arruma encrenca dessa vez? |
Análise: o Tricolor Gaúcho montou um novo
time com a chegada dos reforços, reestruturando a zaga e sua proteção, melhorou
o meio de campo que ainda conta com o bom Douglas e montou um ataque poderoso
com Moreno e Kléber. É um bom time, que, no entanto, não tem profundidade para agüentar
campeonatos longos como Brasileiro. Por isso, o Grêmio deve ser um time forte
em competições curtas e de mata-mata, como a Copa do Brasil.
É sempre
bom lembrar que nos últimos clubes por onde passou, Kléber, o gladiador deixou
sua marca como ídolo e como ícone de problema. O Grêmio pode enfrentar
situações como racha de elenco, vista no Palmeiras na temporada passada. Portanto,
o time é bom, mas precisará ser bem liderado por Caio Jr.
O Grêmio é
time para sonhar com Libertadores, embora dificilmente chegue lá. Gremista,
encha o Olímpico e faça a festa que sabe fazer, seu time está no caminho de uma
temporada muito melhor que a anterior.
Palpite: Vice Gaúcho, Campeão da Copa do
Brasil, Campeão Sul-Americana, 7º no Brasileiro.
5º Grande: Clube de Regatas Vasco da Gama (Rio de Janeiro)
Situação
Psicológica: o
Vasco está em Lua de Mel com sua torcida. Mesmo com um elenco limitado em 2011,
o time conseguiu o título da Copa do Brasil e surpreendeu brigando pelo
Brasileiro até a última rodada. O ambiente não pode ser melhor, a base do
elenco foi mantida e ainda existe a volta à Libertadores em meio a toneladas de confiança. O pensamento de campeão impera no Gigante da Colina para esse início
de temporada.
Negociações: Roberto Dinamite conseguiu nomes
pontuais para seu vitorioso elenco de 2011. São eles: Carlos Tenório
(atacante), Abelairas (meio campo), Thiago Feltri (lateral) e Rodolfo
(zagueiro).
O dirigente
vascaíno ainda espera pelo retorno de Renato Augusto (meio campo). O jogador
estava atuando pelo Atlético de Goiás.
No entanto,
seu maior feito, talvez tenha sido manter a base. Apenas alguns jogadores
saíram, entre eles Elton (atacante), Márcio Careca (lateral) e Patric
(atacante).
Análise: o Vasco está confiante e acredita
em seu elenco. Porém, duas questões têm de ser feitas sobre esse time:
1) O time era realmente bom ano passado ou encaixou alguns bons valores com
outros nomes de grande dedicação? No caso, a segunda opção é mais plausível. O elenco
vascaíno nunca foi forte o suficiente, nem estruturado o suficiente. No entanto,
encaixou em 2011.
2) É possível repetir esse bom ano?
Difícil. Há pelo menos quatro times com elencos mais fortes que o do Vasco hoje,
times que melhoraram a profundidade de seus elencos para evitar um
ano de oscilações.
 |
| Diego Souza: repetir 2011 será complicado |
Portanto,
no fim, o Vasco tem um time muito bom e competitivo. No entanto, não é um time
robusto o suficiente para passar pela pressão de uma Libertadores, tanto a dos
estádios, mas como também a da imprensa e torcida. E é um time que não pode
sonhar em disputar o título Brasileiro até a última rodada, especialmente, quando
analisado com outros grandes mais bem preparados.
Torcedor do
Gigante da Colina, coloque a foto de Campeão da Copa do Brasil de 2011 num
quadro e curta os jogos da Libertadores. Não se preocupe com títulos, saboreie
a competição continental.
Palpite: Vice Carioca; Oitavas na
Libertadores; 5º no Brasileiro.
Sábado
confira o quarto e último post da série: Os Grandes que Vencerão!
Ciao!